Uma técnica desenvolvida há alguns anos nos Estados Unidos e que recentemente obteve a aprovação da FDA (Food and Drug Administration) do mesmo país e da Comunidade Europeia promete revolucionar os tratamentos estéticos. Chamado de Silhouette, esse novo tipo de sutura minimamente invasiva pode, além de levantar a expressão, restabelecer o colágeno da pele. "O procedimento utiliza fios bioabsorvíveis inseridos estrategicamente sob a pele para levantar e restaurar os contornos faciais. Além disso, os fios estimulam o processo de produção de colágeno, resultando numa aparência mais firme e suave na área tratada", explica o médico Alieksiéi Carrijo, cirurgião plástico e diretor da Clínica Plástica BR, em São Paulo.

Segundo Carrijo, a grande novidade é que esses fios são compostos por ácido poliláctico. "Essa técnica de elevação vem sendo empregada com sucesso há vários anos. Já usamos fios de ouro, fios de nylon, mas só agora alcançamos esse nível de evolução em que os fios utilizados são compostos com ácido poliláctico (PLA) – que é produzido a partir da dextrose (açúcar) extraída de materiais de fontes renováveis", explica o médico.

O procedimento é feito em consultórios devidamente equipados, dura cerca de 30 minutos e os primeiros resultados podem ser percebidos num curto espaço de tempo, conforme o especialista. "Trata-se de um procedimento clínico rápido e seguro. Cerca de 30 minutos depois, já é possível perceber sinais do rejuvenescimento, embora resultados mais definitivos apareçam dentro de duas semanas e sejam progressivos", diz Carrijo. O médico garante ainda que os efeitos duram em média 18 meses.

De acordo com o cirurgião plástico, a indicação do tratamento deve ser feita de maneira individualizada, mas em geral, homens e mulheres com mais de 40 anos e menos de 60 podem ver grandes resultados na nova técnica. "Aquela paciente que não está satisfeita com a aparência e que não quer esperar mais alguns anos até que seja a hora de fazer um facelifting, será prontamente atendida nesse procedimento. Como o fio é biocompatível e reabsorvível, estimulando a produção de colágeno, ele não provoca reações adversas", exemplifica o médico.

Conforme Carrijo, as suturas reabsorvíveis podem ser empregadas na linha mandibular, pescoço, bochechas, região das maçãs do rosto e sobrancelha e são introduzidas sob anestesia local com o auxílio de uma microagulha.

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As suturas reabsorvíveis podem ser empregadas na linha mandibular, pescoço, bochechas, região das maçãs do rosto e sobrancelha
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