Elogiado pelo ‘‘dinossauro’’ Paulo Autran, sucesso ao lado da modelo Ana Paula Arósio, na minisséria ‘‘Hilda Furacão’’. O ator Rodrigo Santoro, 23 anos, é uma das mais novas revelações no mundo das novelas e do teatro. No intervalo das viagens que faz pelo Brasil com a peça ‘‘Os Três Mosqueteiros’’, ele esteve em Curitiba, na última terça-feira, para a inauguração da loja da grife DKNY, no Shopping Crystal. E assim que teve uma pausa no assédio das fãs, deu uma ‘‘palhinha’’ sobre o futuro da sua carreira. Mas afinal, alguém aí se lembra de quando foi que ela começou?
‘‘Começou desde que eu era pequeno’’, confessa Rodrigo. ‘‘Naquela época, eu já brincava de fazer teatro. Profissionalmente, no entanto, só comecei em 1993, já com 18 anos’’. A formação veio com o curso de um ano na Oficina da Globo. E foi como autodidata que o ator acabou ingressando também no teatro, onde hoje não consegue calcular o número de pessoas que já foram assistir à peça ‘‘Os Três Mosqueteiros’’. ‘‘Sempre gostei muito de estudar, de ler. Minha formação foi lendo livros indicados por amigos, atores e diretores. Acho que o ator deve ter talento mas, acima de tudo, muito estudo, observação e treino’’.
Com apenas três novelas no currículo, ‘‘Pátria Minha’’, ‘‘Explode Coração’’, ‘‘O Amor Está no Ar’’, e a minissérie ’’Hilda Furacão’’, Rodrigo já parte do primeiro time de jovens estrelas globais. O que prova que quando se trata de investir em novos talentos, a Globo sabe muito bem o que está fazendo.
Planos para futuro tão promissor? ‘‘Sinceramente, não estou nem tendo muito tempo para pensar nisso. No momento minha concentração está toda na peça, mas pode ser que eu participe da próxima novela das oito da Globo. Ainda não está muito definido’’.
E enquanto espera, o público já pode ir se acostumando com o temperamento desse leonino, fã número um de Robert De Niro e Paulo Autran. Um temperamento, segundo ele mesmo, como o de qualquer outra pessoa que também tem mau humor de vez em quando. ‘‘Nós todos somos seres humanos. Temos momentos de dor, de tristeza. Só que as pessoas costumam cobrar que nós estejamos sempre felizes. Eu, por exemplo, quando não estou bem, não escondo. Coloco logo para fora. Mas claro que eu sei que este contato com o público é sempre muito importante’’.
São pilhas e pilhas de cartas e presentes que chegam todos os dias. ‘‘As fãs sabem que eu gosto de duendes e gnomos. Já tenho uma coleção deles’’, conclui o simpático e apressado garoto-prodígio da Globo, enquanto tenta se mexer no meio do exército de fãs. ‘‘Ah! Quanto ao Paulo Autran, me sinto extremamente lisonjeado. Ele é realmente muito generoso. Um exemplo de humildade para mim’’.

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