Riscos de verão
Verão, calor intenso. Nada melhor do que uma praia e um bom banho de mar. Na hora do almoço, frutos do mar das mais variadas espécies. Entre eles, o marisco cru. A cena, aparentemente perfeita, só tem um problema, apesar de tentadora: ela tem todos os ingredientes para o surgimento de duas das doenças mais graves da temporada, a hepatite A e a gastroenterite.
É nesta época do ano, quando milhares de pessoas ocupam o litoral, que aumenta o número de casos destas duas doenças. E se antes as mais atingidas eram as crianças, agora, todo mundo está sujeito à contaminação. É uma questão de sanitarismo básico, explica a médica e professora de gastroenterologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Dominique Muzzillo. Como a transmissão acontece através de fezes contaminadas, presentes na água e nos alimentos, todos estão sujeitos, principalmente no litoral, onde o esgoto não costuma ter um tratamento adequado, afirma a médica.
Já nas áreas onde ele é canalizado e tratado acontece justamente o contrário, segundo a médica. Como as crianças não têm contato direto com o vírus, é na fase adulta que as pessoas ficam suscetíveis a se contaminar. Por isso, a recomendação é a de uma vacina anti-hepatite. Ela é feita com o vírus vivo atenuado e tem uma alta porcentagem de resposta, pelo menos 90%, enquanto o grau protecional é de cerca de dez anos.
A única ressalva é quanto a aplicação em crianças com menos de um ano. Nelas, a vacina ainda não foi testada. E nas demais idades, é bom não tomar a dose caso se esteja em meio a um ciclo infeccioso qualquer ou então com a imunidade em baixa. Caso contrário, não havendo febre, ou qualquer outro sintoma mais grave, não há maiores complicações, alerta Dominique.Marcelo AlmeidaComo a transmissão acontece através de fezes contaminadas, presentes na água e nos alimentos, todos estão sujeitos a contrair as doenças, afirma a médica gastroenterologista Dominique MuzziloVivian de Albuquerque





