Não existe uma estatística exata, mas é grande o número de mulheres que fazem laqueadura e de homens que se submetem à vasectomia e, depois, procuram o médico para fazer a reversão porque querem ter mais filhos. Segundo o médico ginecologista e especialista em reprodução humana Renato Koike, esse número gira em torno de 10%.
‘‘Geralmente são homens e mulheres que partem para um segundo relacionamento e desejam ter filhos com o novo parceiro. Além disso, existem aqueles casais que perdem um filho e querem ter outro’’, aponta o médico. De acordo com os dados do Ministério da Saúde, metade das mulheres que fazem laqueadura se arrepende e gostaria de reverter a cirurgia, principalmente aquelas que se submetem à cirurgia muito jovens.
Renato Koike esclarece que, nesse caso, o sucesso de uma cirurgia de reversão vai depender basicamente do tempo. ‘‘Depois de quatro ou cinco anos, a chance da reversão tanto da laqueadura quanto da vasectomia dar certo é de 40%. Esse percentual vai diminuindo com o passar do tempo’’, afirma ele. O médico diz ainda que existe um outro complicador. ‘‘O sucesso da reversão também depende da boa cicatrização da cirurgia original, o que a gente só consegue saber na hora de fazer a reversão’’, explica.
Devido a essas dificudades, o especialista orienta os casais a pensar muito bem antes de partir para uma cirurgia de laqueadura ou vasectomia. Mas, segundo ele, mesmo que a reversão seja inviável, ainda existe a opção de partir para uma fertilização in vitro. ‘‘Porém, muitos casais ainda são resistentes a essa técnica, preferindo adotar ou apenas lamentar o fato de não poder ter mais filhos’’, revela o médico. (C.M)

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