Retalhos viram moda em Londrina
A onda da moda social também já chegou a Londrina. Há cerca de três anos, mulheres do jardim União da Vitória (região sul) trabalham na confecção de acessórios e artigos de decoração a partir de doações de couro, plástico, tela e tecidos feitas por indústrias da cidade.
O projeto surgiu durante uma edição do Festival Internacional de Londrina (Filo), como uma oficina voltada para a comunidade carente. Atualmente, o Projeto Vitória conta com o apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL), mais especificamente do curso de Estilismo em Moda. Uma vez por semana, cerca de 15 mulheres recebem orientação de estagiários do curso em uma das salas da universidade. No resto da semana elas trabalham em casa, confeccionando os produtos.
Mas esta situação deverá ser mudada. O projeto foi um dos ganhadores do 8º Prêmio Banco Real/Universidade Solidária e recebeu R$ 20 mil que estão sendo utilizados na compra de maquinário para facilitar o trabalho. O coordenador do projeto, o estilista e professor Nélio Pinheiro, afirma que a idéia é formar uma cooperativa, mas falta estrutura para isso. ''Não podemos usar o dinheiro para comprar o terreno. Vamos tentar buscar ajuda para encontrar um local próximo ao bairro onde possamos instalar a cooperativa'', planeja. Outra possibilidade é reformar um porão de uma das mulheres envolvidas no projeto, mas a obra custaria R$ 2 mil e o grupo não dispõe do dinheiro.
Atualmente, o projeto consegue produzir uma média de 40 peças por mês, comercializadas a preços que variam de R$ 10,00 e R$ 50,00. As vendas são feitas pelos próprios alunos da UEL, em bazares e na loja Overloque. Parte do dinheiro vai para as mulheres e outra fica no projeto para eventuais necessidades, como a compra de materiais e de passagens. ''As mulheres precisam vir até a UEL para trabalhar e nem sempre têm dinheiro para isso. Se conseguíssemos um lugar próximo ao bairro para montar a cooperativa, este seria um custo a menos'', observa Pinheiro. (Hérika Fondazzi).





