Retalhos dão lucro
Que o patchwork traz seus benefícios para o cérebro e para a alma, com a utilização da concentração e o trabalho lúdico de criar, ninguém duvida. Mas existe ainda um outro incentivo para quem está pensando em se dedicar à costura de retalhos: a possibilidade de ganho financeiro.
E nem é necessário ser uma costureira com experiência para fazer sucesso com o patchwork. A artesã Maria Luiza Kasuya nunca tinha costurado nada quando decidiu aprender o ofício. ''Eu era proprietária de uma escola, mas quando vi uma aula de patchwork na TV fiquei encantada. Fiz um curso em São Paulo, pesquisei em revistas e na internet e desde fevereiro estou trabalhando só com isso'', conta.
Segundo ela, além de ser algo muito agradável de fazer, o patchwork também é boa opção para quem quer ganhar dinheiro sem sair para trabalhar. ''Como faço tudo em casa, posso ficar com a família''.
Mesmo com pouco tempo no ramo, as toalhas, guardanapos e mantas feitos por Luiza já conquistaram mercado. ''Sei de gente que mandou minhas peças para os Estados Unidos e Itália. As pessoas compram bastante para presentear ou fazer enxoval e as coisas estão indo muito bem'', garante.
Já a empresária Tânia Canali, proprietária da Gioiello Baby, viu no patchwork a possibilidade de diversificar seu negócio de enxovais infantis. ''O patchwork hoje é o estilo que mais vende na loja porque é diferente e poucas pessoas fazem o que eu faço'', diz.
Além de vender peças avulsas, como jogos de cama, toalhas e babadores, Tânia também decora o quarto com os retalhos. ''Os pais escolhem um tema e a cor e eu e minha equipe montamos tudo, desde kit para berço até cortina e todo o enxoval. Levamos em média de 45 a 60 dias para entregar o quarto pronto''.
(H.F.)
Serviço Tânia Canali: (43) 3342-9434. Maria Luiza Kasuya: (43) 9117-5889. Casa de Cultura: (43) 3322-0913. Art Decor: (43) 3323-8244





