''Restringir a carne dá mais longevidade'', diz médico
''Foi criado um paradigma em torno da carne e do leite, sempre considerados saudáveis'', afirma o médico Isutomu Higashi, pesquisador de medicina ortomolecular e presidente da Ong ''Manancial D'Ouro'' cujo objetivo é estimular a qualidade na alimentação. ''O ser humano tem uma visão equivocada sobre a carne, principalmente aqueles com maior poder aquisitivo, que consideram o seu consumo algo refinado'', critica.
Ele explica que, à medida que o homem envelhece, não tem mais enzimas suficientes para desdobrar toda a proteína da carne quando ingerida em excesso. ''Começa a haver uma putrefação ao longo do intestino. E o pH do conteúdo fecal fica extremamente alcalino. Isso tem relação direta com o câncer de colo de intestino para os que têm propensão à doença'', explica. Segundo o médico, ''restringir a carne dá mais longevidade''.
A carne vermelha, explica Higashi, tem algo de muito negativo por causa do ácido aracdônico. Ele aumenta a molécula responsável pela inflamação da prostaglandina 2, que é vasoconstritiva (entope as artérias). Essa molécula aceleraria o processo de pressão alta, diabetes, doenças cardíacas, arteriosclerose, artrose, osteoporose e bronquite em pessoas que têm predisposição a esses problemas. Portanto, carne não seria recomendada nesses casos. ''Melhor substitui-la por proteínas vegetais e peixe'', diz o médico.
Ele observa que as diferenças de renda, no Brasil, dividem a população em duas fatias. Os que comem muita carne a morrem por causa do excesso, e os que nunca comem carne e acabam morrendo por carência de proteína, vitaminas e ferro. (R.V.)





