Celso Mattos
Quando chega esta época do ano, os portadores de doenças respiratórias sofrem um agravamento do quadro clínico. Além do aparelho respiratório ser mais agredido no inverno, o aglomeramento de pessoas em ambientes fechados contribui para que as crises sejam mais frequentes e intensas. Para evitar que isso aconteça, o ideal é que as pessoas tomem os devidos cuidados, mantendo um tratamento adequado durante todo o ano, sob a orientação de um especialista da área para manter os pulmões em boas condições.
Segundo o fisioterapeuta Antônio Fernando Brunetto, professor do Hospital Universitário (HU) e coordenador do curso de residência em Fisioterapia Respiratória da Universidade Estadual de Londrina (UEL), quem mais sofre no inverno são os asmáticos e os portadores de Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas (DPOC), mais conhecidas como bronquite e enfisema. ‘‘A asma tem origem variada e é caracterizada por dispnéia (falta de ar), sibilo (chiado no peito) e tosse, sendo mais comum em crianças. Com a idade, a doença tende a ficar menos frequente e intensa’’, esclarece.
Tratamento Com a criação do curso de residência em Fisioterapia Respiratória na UEL, o primeiro do Brasil a ser reconhecido pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Coffito), e considerado o melhor do País, Londrina tem se destacado em nível nacional como um Centro de Pesquisa em Doenças Pulmonares Obstrutivas Crônicas, que funciona no HU. O professor Antônio Fernando Brunetto, que coordena esse setor no Hospital, diz que a fisioterapia respiratória não cura a asma e nem as demais doenças do aparelho respiratório, mas ameniza os sintomas e as crises, proporcionando um qualidade de vida melhor.
‘‘No caso dos asmáticos, visa aliviar as crises, diminuindo a intensidade e a frequência, dando à criança uma melhor condição física para que ela tenha uma vida normal. E, principalmente, reduz a quantidade de medicamentos bronco-dilatadores’’, observa o fisioterapeuta. Ele explica que o tratamento consiste em técnicas desobstrutivas, drenagem postural, tosse assistida, inalação, reeducação respiratória, técnicas reexpansivas, entre outras.
Já nos adultos, a fisioterapia respiratória é mais utilizada em pacientes com bronquite e enfisema. ‘‘São patologias mais comuns em pessoas que fumam ou que ficam expostas em ambientes altamente poluentes. Além disso, tendem a se agravar com a idade, mas essa evolução pode ser minimizada com um tratamento semelhante ao aplicado nos asmáticos’’, explica. Antônio Fernando Brunetto ressalta que o setor de fisioterapia respiratória do Hospital Universitário atende cerca de quatro mil pacientes com problemas respiratórios por ano. ‘‘É uma média de 100 por mês’’, contabiliza. Além de amenizar os sintomas e garantir uma qualidade de vida melhor aos portadores de DPOC, a fisioterapia respiratória reduz a quantidade de medicamentos e diminui o número de internações hospitalares.A fisioterapia respiratória é uma grande aliada no tratamento de doenças pulmonares, proporcionando aos pacientes uma qualidade de vida melhor
Fransny Marcelino‘‘Atendemos uma média de 100 pessoas por semana’’, contabiliza o fisioterapeuta Antônio Fernando BrunettoDorico da SilvaO fisioterapeuta Paulo Seibert orienta a execução dos exercícios na hidroterapia respiratória

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