Alongar o corpo, dar força e flexibilidade num só movimento é a proposta do Pilates. A atividade, segundo a fisioterapeuta Débora Prado, tem por base de trabalho a respiração. Ele concede tônus (firmeza) para os músculos esticando-os e não encurtando-os como ocorre com a ginástica tradicional. Com isso, garante, são preservadas as fibras de colágeno e elastina da musculatura. ''É a ioga do ano 2000'', simplifica.
Os exercícios, explica Débora, são feitos em aparelhos que facilitam a movimentação do corpo. Apesar de não gostar da definição, ela diz que o Pilates é a ''ginástica do preguiçoso'', suave na forma de execução, mas com resultados rápidos e eficientes para pessoas de todas as idades.
A fisioterapeuta explica que os exercícios dessa modalidade acompanham os movimentos naturais da coluna, respeitando os limites e os ritmos do corpo''. Outra vantagem da técnica é o trabalho que ela realiza no abdome. ''Não há técnica tão eficiente de fortalecimento dessa musculatura como a que é feita pelo Pilates''.
Para Débora a preocupação atual com a estética corporal oferece um ''grande perigo'' ao organismo. ''É preciso pensar também nas articulações quando se trabalha com os músculos para que o corpo não fique 'engessado'''. O corpo, para a fisioterapeuta, tem que ser visto e respeitado como um todo. ''Como numa orquestra, é preciso equilíbrio de todos os instrumentos para tocar afinado'', ilustra. (C.G.).

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