Este ano, o vestibular da Universidade Estadual de Londrina enfrentou uma situação atípica. Devido à greve dos servidores, que durou quase seis meses, o concurso, que seria realizado em janeiro, vai acontecer de 29 de abril a 2 de maio. Esse adiamento e a incerteza se teria ou não vestibular colaboraram para aumentar ainda mais o stress dos candidatos.
Para a psicóloga Sandra Flores, o aluno havia se preparado para o vestibular acontecer em janeiro, mas como isso não aconteceu, houve uma perda de continuidade e sintonia, o que gerou angústia e insegurança. ‘‘Como alguns colégios decidiram fazer um curso intensivo, muitos candidatos que em março esperavam já estar nos bancos universitários, voltaram para o cursinho. Tudo isso gerou frustrações, mas também deu segurança ao candidato que está podendo rever o que aprendeu’’, observa.
A psicóloga Celi Lovato, do Colégio Maxi, tem a mesma opinião. ‘‘Eles ficaram com a autoconfiança abalada, com medo de esquecer o que tinham aprendido. Com os alunos que estão fazendo o intensivo aqui, nós estamos tentando resgatar não só o conteúdo das disciplinas, mas também a auto-estima’’, afirma.
O professor Ubiracy D’Andre, diretor pedagógico do Colégio Máxi, conta que quando a greve da UEL começou a se prolongar, inviabilizando a realização do vestibular em janeiro, o Centro Pedagógico do colégio começou a se preparar para realizar um intensivo para o ex-alunos. ‘‘Nós temos um compromisso com os jovens que estudaram aqui e não podíamos deixá-los desamparados’’, jutifica o professor.
O intensivo começou no dia 20 de março e termina com os plantões de véspera. ‘‘Essa revisão de cinco semanas que estamos oferecendo é gratuita para os nossos ex-alunos. Durante esse tempo, estamos procurando despertar nos estudantes aquilo que eles já haviam aprendido, devolvendo-lhes a autoconfiança’’, assegura Ubiracy D’Andre. (C.M.)

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