As filosofias orientais, o feng shui, os sushis, os sashimis e a ioga estão ganhando cada dia mais adeptos. Junto com os novos costumes vêm atrelados outros hábitos. Viver junto do chão é um deles. Prática comum no Japão, onde não se entra calçado em casa, o hábito de se sentar e dormir sobre futons tornou esses modelos os queridinhos do momento.
Usados da maneira como conhecemos atualmente, eles apareceram no século 17 e foram absorvidos pelos ocidentais, que os introduziram em suas casas. Hoje a criatividade acrescentou elementos novos ao modelo original.
Além de otimizar o espaço, algumas versões têm a vantagem de poder ser dobrados ou sobrepostos sem deixar marcas. E podem ser fabricados na medida e no tecido escolhido pelo cliente ou comprados prontos.
O arquiteto Guilherme Torres, que na MD&I 2004 decorou o lounge com dois sofás/futon que se transformavam em camas, assina a nova coleção da Modulaque, apresentada mês passado em São Paulo numa feira de móveis. ''As peças fazem uma releitura do futon tradicional, permitindo várias configurações. São confeccionadas com materiais inovadores como o ultra soft, um tecido com textura de sarja peletizada totalmente lavável, e enchimento de látex, que não deforma'', explica o arquiteto.
Com tantos requisitos, as novas versões do futon ambientam salas de estar, home theathers, quartos, varandas. ''Quem aprecia muito esse tipo de móvel são pessoas descoladas, jovens, que recebem amigos em casa e curtem tirar o sapato, sentar, deitar e até comer rente ao chão. O que não impede que ele seja usado em ambientes menos despojados como peça curinga que vira cama na hora de receber hóspedes'', observa Guilherme Torres.

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