Atualmente a forma mais eficaz de remover tatuagens ocorre por meio de tratamentos a laser. Segundo a dermatologista Eidi Motta Cardoso, os feixes de luz dos lasers são capazes de destruir seletivamente os pigmentos da tatuagem, sem lesar a pele saudável. "O mecanismo é como se fosse uma 'explosão'. Quando as partículas de tinta absorvem o laser, elas são quebradas em pequenos fragmentos. Estes fragmentos são absorvidos ou eliminados através de mecanismos de limpeza naturais da pele. Por isso, este processo geralmente demora algumas semanas e o clareamento continua acontecendo entre as sessões."

De acordo com Eidi, o número de sessões vai depender do tamanho da tatuagem, da profundidade do pigmento na pele e das cores do desenho. "A maior dificuldade para apagar são as tatuagens mais antigas e que apresentam uma maior variedade de cores. As tatuagens mais fáceis de retirar são as pretas feitas em peles claras. Quanto mais coloridas, mais demorado deve ser o processo", diz. Nestes casos, conforme a dermatologista, pode ser preciso o uso de mais de um tipo de laser, já que cada um atinge uma gama diferente de cores.

Após as sessões, é preciso tratar a pele com pomadas antibióticas e evitar o sol. "A tatuagem costuma dar lugar a uma crosta, que cai em aproximadamente uma semana. A pele também fica vermelha e clareia num período de até três meses", explica Eidi. Mesmo com todos os cuidados, nem sempre o laser consegue remover totalmente a tatuagem. "Embora excelente, o tratamento não é mágico. Às vezes, mesmo repetindo as sessões, a tatuagem não consegue ser totalmente eliminada e transforma-se em um desenho esfumaçado, já que os pigmentos mais profundos podem persistir deixando uma sombra do que foi a tatuagem".

Casos de cicatriz ou de alteração da textura da pele são mais raros e ocorrem em menos de 3% dos casos, segundo a médica. (B.Q.)

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