Remédio em nova versão é mais potente
Não há medicamento que produza milagres contra os maus hábitos de vida e as doenças genéticas, mas substâncias de última geração podem, sim, ajudar muito a reduzir os níveis de colesterol alto (LDL). Uma das novidades mais promissoras foi apresentada no Rio de Janeiro, no evento de cardiologia realizado pelo laboratório AstraZeneca.
Trata-se do Crestor (rosuvastatina cálcica), o mais novo medicamento da classe das estatinas, que pode diminuir o LDL em até 96%, com doses de 10 mg a 40 mg, enquanto que com outras estatinas esse índice é de 87%. A droga traz também como benefício adicional o aumento do colesterol bom (HDL) em até 9,6% e redução dos triglicérides. Vários estudos demonstraram que, na melhor das hipóteses, 63% dos pacientes não atingem os valores de LDL-C adequados, mesmo após tratamento com as estatinas disponíveis até então no mercado, segundo relato do presidente da SBC, Antonio Felipe Simão.
Conhecidas também como ''redutoras de colesterol'', as estatinas foram lançadas na década de 80 como as mais eficientes no combate ao LDL sem, contudo, conseguir aumentar o colesterol bom. A rosuvastatina tem esse poder. Comercializada desde outubro do ano passado em mais de 50 países, a nova versão da droga chega agora ao Brasil e outros países da América Latina com o aval da comunidade médica, que já têm em mãos estudos que comprovam a eficácia do medicamento. Desde seu lançamento, o novo remédio já tem registro de mais de dois milhões de prescrições e um milhão de pacientes tratados. (A.R.B)





