Dias atrás, Leonice Camarani El Kadri ficou surpresa com a observação da filha Mariam, 10 anos. Era uma reivindicação inusitada, mas legítima. E nada mais justo, no Dia das Crianças, do que dar a palavra aos baixinhos. Representando todos os colegas que já se sentiram assim, Mariam reclama: ''Os adultos precisam respeitar mais as crianças.''
A garota tem motivos de sobra para estar chateada. Na churrascaria, por exemplo, os garçons oferecem carne para todo mundo, mas passam batido pelos pequeninos. ''Tenho vergonha de reclamar, então falo para o meu pai'', diz. E tem mais. ''Minha amiga e eu estávamos guardando uma mesa no shopping, chegou uma senhora e pegou uma cadeira sem perguntar se podia'', lembra.
E como se não bastasse, nem no salão de beleza ela tem vez. ''Queria um esmalte cor de tijolo, para combinar com a roupa que eu iria usar, e a manicure passou um transparente dizendo que ficaria melhor'', conta. E quem é que já não deixou de cumprimentar um pequenino achando que o cumprimento feito aos pais se estende a ele? ''Quando chega um adulto, não sei se dou a mão para ele ou não'', reclama Mariam com toda a razão.
Se você não sabe onde enfiar a cara quando alguém faz a desfeita de lhe deixar com a mão ridiculamente parada no ar, porque fazer uma criança pagar esse mico? Que coisa feia...

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