ReproduçãoPara o médico homeopata Nelson Palla, ‘‘não tem sentido a utilização de medidas ou medicamentos que visem unicamente o combate à febre’’O que fazer quando o seu filho está ardendo de febre, com os olhinhos caídos, rosto vermelho e prostrado? Dar logo um antitérmico ou deixar a febre baixar naturalmente, com ajuda de banhos e compressas? Para alguns médicos, a febre é uma reação benéfica do organismo diante de uma infecção. Outros acham que ela deve ser cortada com remédios. Por essas opiniões antagônicas, muitos pais ficam confusos diante da febre e não sabem como tratar da criança.
O médico pediatra e homeopata Nelson Palla, de Maringá, diz que a febre é um sintoma que assusta os pais não por ser uma grave ameaça à saúde, mas porque é um sintoma muito evidente e geralmente acompanhado de mal-estar, suores e calafrios, tremores e dores de cabeça e no corpo. ‘‘É possível e bem provável que o ‘‘pavor da febre’’ seja devido ao desconhecimento do verdadeiro significado dessa reação’’, diz Palla.
Nos livros de medicina, a febre é definida como uma reação fisiológica de defesa do organismo para enfrentar agentes agressores como traumatismos, queimaduras, desidratação e, especialmente, infecções. Essa reação é caracterizada pela elevação da temperatura corporal acima de 37,5º C. Durante a febre, algumas funções do sistema imunológico são estimuladas. Na luta contra os agressores, as células liberam na circulação uma substância chamada pirogênio endógeno que vai atuar no centro termoregulador localizado no cérebro, elevando a temperatura do organismo. Com o aumento da temperatura, aumenta a produção de linfócitos T e de interferon, importantes auxiliares no combate à infecção.

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