Os trabalhos manuais sempre fizeram parte da vida de Aline Giesel, de 28 anos. Filha de uma crocheteira, Aline começou a bordar com 10 anos de idade, mas foi durante um estágio em um curtume que surgiu a ideia de fazer artesanato em couro. "Fiz faculdade de Moda, mas sempre estive ligada ao artesanato. Meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) foi sobre como inserir o artesanato brasileiro na produção industrial e em 2013 criei minha marca, onde desenvolvo produtos artesanais em couro."

Na Abessa, Aline faz cintos, presilhas para cabelo, porta iPads e pulseiras, tudo produzido de forma artesanal. "Cada peça tem seu tempo. Por ser um trabalho manual não tem como falar em velocidade", conta a artesã. "Você fazer algo com as suas mãos e depois ver o produto finalizado é muito legal. É uma sensação de realização através do artesanato", completa. Segundo Aline, trabalhar com artesanato torna possível testar novas ideias. "Elas vão surgindo aos poucos. Converso muito com os clientes, vejo o que eles acham das peças, mas também tenho um caderninho de ideias. Além disso, vou experimentando, vendo o que dá certo."

Desde que criou a marca, Aline se divide entre o artesanato – que é vendido on-line e em feiras – e o trabalho de representante comercial. "Ser empreendedor no Brasil é um grande desafio. Tem que ser resiliente e persistir muito", conta ela, que está cursando pós-graduação em gestão estratégica de design. "Quero criar um caminho mais sólido para que a Abessa não seja algo efêmero." (B.Q.)

Imagem ilustrativa da imagem ‘Quero criar um caminho mais sólido’
| Foto: Foto: Lis Sayuri
Aline Giesel, de 28 anos, faz produtos em couro: "Ser empreendedor no Brasil é um grande desafio. Tem que ser resiliente e persistir muito"
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