Apesar de ser uma técnica antiga, a iridologia ainda é pouco conhecida e pouco utilizada. Na íris dos olhos estão representados todos os órgãos do corpo humano. Através da leitura deste mapa, ou seja, da íris, o especialista pode detectar qualquer problema de saúde. A íris é a parte colorida do olho, suas fibras fazem parte do sistema nervoso central. E, assim como o sistema nervoso recebe permanentemente informações de todo o corpo, a íris também as têm. A modificação destas fibras é que permite ao iridologista verificar se a saúde do paciente está abalada e por quê.
A vantagem deste processo é ser altamente preventivo e barato. ‘‘Em um país pobre como o nosso, esta técnica deveria ser obrigatória nos consultórios médicos. Ela permite ver exatamente o que está acontecedo com a pessoa e, desta forma, descarta exames desnecessários,’’ afirma José Irineu Golbspan, médico iridologista clínico e comportamental, homeopata e ortomolecular.
Sinais Os primeiros mapas iridológicos foram elaborados por Ignatz Von Peczely que, ainda menino, já se interessava pelo assunto. Sua experiência inicial foi com uma coruja. Ele observou que a íris da ave apresentou modificações quando ela estava doente. Resolveu acompanhar e comprovou alterações quando a coruja já estava recuperada.
Em 1880, na Hungria, o jovem médico publicou o primeiro estudo sobre iridologia. A partir daí, seus conhecimentos foram disseminados por toda a Europa e Estados Unidos. O mapa mais recente, utilizado pelos iridologistas, é o de Bernard Jensen, de 1991.
Segundo explica Golbspan, o olho direito corresponde aos órgãos do lado direito do corpo e os órgãos do lado esquerdo estão representados no olho esquerdo. Já os orgãos centrais, a coluna, por exemplo, está representada pelos dois lados. ‘‘O que podemos ver são, entre outros problemas, inflamações (agudas, subagudas, crônicas, degenerativas), e intoxicações de órgãos do próprio corpo’’.
Disfunções O grande benefício desta técnica, contudo, é a possibilidade de o iridologista detectar fragilidades genéticas. ‘‘Isso é extremamente importante, pois, além de ajudar no diagnóstico terapêutico, é uma técnica preventiva. Talvez a única’’, destaca ele.
O tratamento preventivo, conforme diz Golbspan, é feito através de dietas, exercícios e, ainda, de algumas técnicas. Ele conta que para isso alia conhecimentos de homeopatia, medicina ortomolecular e fitoterapia chinesa. O iridologista confirma que qualquer médico pode utilizar esse processo. ‘‘Isso, com a vantagem de poder visualizar disfunções que não são reveladas em exames ditos tradicionais. Esses exames indicam o que você tem, não são preventivos’’, frisa.
Qualquer pessoa pode fazer um exame da íris. ‘‘O ideal é que se faça isso após os 7 anos de idade, quando o olho já terminou de formar os sinais. Até essa idade, os sinais são primários, já que as fibras não estão colocadas sobre a íris. Em crianças com 1 ano de idade também dá para ver alguma coisa’’, informa.
Indicações O especialista revela que muitos clientes que procuram seu consultório vão por indicação de profissionais que não conseguiram descobrir o que a pessoa tem. ‘‘Às vezes, a pessoa está com uma doença e não sabe porquê, os exames clássicos não conseguiram demonstrar isso. Aí, os colegas de trabalho me mandam os pacientes e pedem relatórios‘‘, acrescenta.
Através da íris vai-se direto ao problema. ‘‘A técnica é bem mais objetiva. Elimina muitas etapas até o diagnóstico. O que sai caro, na verdade, são os exames e não o profissional de saúde.
A Associação Médica Brasileira de Iridologia (AMBI) oferece cursos, abertos a profissionais de saúde de todas as áreas. A duração das aulas é de aproximadamente um ano.
Comportamento Segundo Golbspan, alguns psicólogos já estão utilizando a iridologia comportamental. Trata-se do método Rayid, desenvolvido há cerca de 14 anos pelo americano Denny Johnson. ‘‘Através deste processo é possível ver os medos das pessoas. Um problema que pode estar associado ao tipo de reação, medo ou expectativa. A partir daí, a pessoa começa a desenvolver uma doença’’, diz.
Ele explica que uma pessoa que tem muito medo de agir pode ter prisão de ventre, pois ‘‘evacuar é agir’’. Golbspan prossegue seu raciocínio afirmando que o medo deixa a pessoa encolhida. Isso nada mais é do que uma adaptação externa do corpo ao sentimento. ‘‘O mesmo acontece com os órgãos internos do corpo’’. Então, os problemas começam a ser gerados internamente.
‘‘Com o tempo, a alteração no sistema acaba provocando uma lesão. É aí que entra a medicina tradicional. Tomamos como exemplo o rim. A medicina tradicional detecta uma pedra no rim. A iridologia observa o mau funcionamento deste órgão. O tratamento tradicional vai retirar a pedra do rim. Eu vou tratar este mau funcionamento, porque é o rim que produz a pedra. Esta é a diferença’’.
A iridologia comportamental toma como base alguns tipos básicos de íris, que Johnson denominou como Jóia, Flor, Arroio e Ponta de Lança. Cada um destes tipos possui características psíquicas próprias. Por exemplo, diz se a pessoa é tímida, como se comunica e como age perante determinada situação. Ou, ainda, se é dinâmica, criativa, nervosa, sensitiva, solidária, entusiasta ou deprimida.
Consultoria
José Irineu Golbspan - Iridologista Clínico e
Comportamental/Homeopata/Médico Ortomolecular.
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