Embora na maioria dos casos os hormônios sejam os grandes responsáveis pelo aumento da oleosidade da pele e do surgimento da acne, um outro fator também contribui para o problema. E não é a alimentação, encarada por muitos como uma vilã, a responsável pelo aparecimento das espinhas. Segundo a dermatologista Adriana Martin Swenson, a predisposição genética é que deve ser levada em conta nos problemas de pele. ''Em alguns casos, a alimentação influencia na acne, mas não há nada científico sobre o assunto que comprove essa idéia. Muitas vezes vemos pessoas que estão com os hormônios em ordem, mas apresentam problemas de pele. Nesses casos, a genética é responsável'', diz.
Se para os hormônois os anticoncepcionais são a solução, quando o problema vem da predisposição genética o tratamento é um pouco mais trabalhoso. De acordo com Adriana, a limpeza da pele é fundamental para evitar as espinhas e cravos. ''Mas a limpeza não deve ser excessiva. Lavar o rosto duas ou três vezes por dia é o suficiente'', ensina. Para os casos mais graves, os tratamentos são os cremes e o peeling, que retira a camada danificada da pele e as marcas de acne. ''Qualquer tratamento deve ser feito sob orientação médica. Nem mesmo as tradicionais limpezas de pele poderiam ser feitas sem a avaliação de um especialista. Uma limpeza malfeita pode agravar o problema'', alerta.
A dica é sempre procurar tratamento quando a acne e a oleosidade aumentarem. Ele pode ser combinado com o dermatologista e, no caso de mulheres, com o ginecologista. Adriana diz que o trabalho conjunto ajuda a diagnosticar a causa com maior precisão e definir o melhor tratamento para cada caso. ''Tratar os problemas de pele com médicos logo no início é o melhor caminho porque pode-se evitar as marcas deixadas por espinhas e cravos'', afirma. (H.F.)

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