Quando é preciso mudar
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sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
Mudar os filhos de escola pode ser um momento de angústia e incertezas tanto para os pais quanto para as crianças. No entanto, muitas vezes por necessidades pedagógicas, logística ou mesmo por vontade do aluno a mudança precisa acontecer. Segundo a pedagoga Raquel Calil Ruy, atualmente diretora pedagógica do Colégio Universitário, antes da decisão é necessário identificar o problema ou a situação que está levando a família a tomar essa atitude.
"Tudo deve ser analisado com muito critério pela família. Se há insatisfações em relação à instituição, é preciso saber primeiro se o problema é realmente a escola. Tem aluno que reclama da quantidade de atividades ou tarefas que o professor passa, por exemplo, e o pai já pensa em mudá-lo de instituição." Nesse caso, o diálogo aberto entre pais e colégio é sempre a melhor opção, acredita a diretora.
No caso de reclamações sobre a quantidade de tarefas, é preciso analisar também, segundo ela, se a família está fazendo sua parte para ajudar a melhorar o rendimento do aluno. "Tem pais que não estabelecem uma rotina de estudo, deixam os filhos começarem a lição às dez da noite, quando já estão cansados, por isso o aluno acaba não rendendo o tanto que deveria. Também há crianças que possuem dificuldade ou até transtornos de aprendizado, o que não pode ser ignorado pela família", ressalta.
Mas se os pais acham que a escola não está suprindo as necessidades pedagógicas do filho pela pouca quantidade de atividades e de estudo que ele leva para casa, outra instituição deve ser procurada. "A escola precisa se encaixar no perfil do aluno e no que a família almeja para a educação dos filhos."
Caso insatisfações com os métodos pedagógicos não sejam o motivo da troca de escola, mas sim a logística, por uma mudança para outra região da cidade, por exemplo, a coordenadora de Atendimento a Pais e Mestres (APR) do Maxi, Suely Saboia Nascimento Corrêa, ressalta que é necessário ter cuidado. "Logística hoje é importante, sem dúvida nenhuma. Porém, acima disso, a família tem que avaliar a qualidade de ensino e se ele se adequa ao perfil do seu filho. Se só for perto de casa mas não tiver os valores ou a proposta pedagógica que a família deseja, não adianta nada e a mudança não se justifica", salienta.
Como atende pais de alunos do Ensino Fundamental e Ensino Médio, Suely acrescenta que antes de fazer a mudança, o estudante deve ser ouvido. "Principalmente os mais velhos, porque eles criam vínculos afetivos com a instituição e com os amigos muito mais fortes do que os pequenos. E se a nova escola se encaixar nos valores familiares e tanto os pais quanto os filhos ficarem satisfeitos, a mudança acontece sem problemas de adaptação", finaliza.

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