Quando castrar animais de estimação?
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quinta-feira, 28 de junho de 2012
Michelle Aligleri <br> Reportagem Local 
Quem não se encanta com uma ninhada de gatinhos ou cachorrinhos? Apesar de encantadores, os filhotes nem sempre fazem parte dos planos das famílias que possuem animais de estimação. Para evitar que a família de quatro patas aumente, a melhor opção, de acordo com os médicos veterinários, é a castração. Mas nem sempre esta saída agrada aos proprietários.
Há muitos mitos que envolvem a castração de animais de estimação. Algumas pessoas acreditam que a fêmea pode ficar doente se não tiver pelo menos uma ninhada, outras acham que o animal fica triste e solitário. De acordo com médicos veterinários, nenhuma das duas afirmações é correta. A castração de fêmeas não está relacionada ao aparecimento de doenças, pelo contrário, acaba prevenindo patologias. Os profissionais também afirmam que a castração é benéfica e que o animal não tem consciência de que perdeu a capacidade de se ''A maioria dos tumores tem relação com a questão hormonal, por isso a cirurgia é interessante'', diz. Quando feita após o primeiro cio a incidência de tumores reduz cerca de 50%. Segundo ela, a castração pode ser eletiva ou recomendada. ''Se não existe interesse reprodutivo, indicamos que o procedimento seja feito'', afirma.
A castração eletiva de animais, principalmente de fêmeas, dá mais conforto em especial aos proprietários que moram em apartamento, já que a cadela no cio acaba gerando um certo transtorno. De acordo com a veterinária, nem todos os animais castrados engordam. ''Percebemos que os machos têm mais tendência para aumentar de peso. Com a castração, o metabolismo do animal é reduzido e se ele continuar comendo a mesma quantidade e não gastar energia, acabará engordando. Isso faz com que ele fique com mais preguiça de se exercitar'', explica.
A veterinária aconselha que os proprietários passem a oferecer ração light aos animais que apresentarem sobrepeso. Atividades físicas como caminhada ou natação também são importantes.
Após o procedimento, Maria Thiemi afirma que cerca de 95% dos animais ficam mais calmos. Por isso, a castração é indicada em alguns casos específicos, como para os animais que apresentam problemas convulsivos. ''Uma das causas das convulsões é o estresse. Neste caso, a indicação é terapêutica'', afirma. A castração ainda auxilia no tratamento de questões comportamentais e apresenta resultados positivos, principalmente para os animais muito agitados.
A castração também é recomendada para cães e gatos que possuem defeitos genéticos ou que fogem do padrão da raça. ''Animais que apresentam desvio de comportamento, displasia coxo-femural e sarna demodécica devem ser castrados'', diz a veterinária. Ela acrescenta que o procedimento também deve ser realizado nas fêmeas que apresentam acúmulo de pus no útero (piometra), problemas hormonais, ou machos que possuem problemas de próstata ou nos testículos.
Gatos
A principal mudança nos gatos castrados é a redução do interesse deles pela exploração do ambiente em torno da casa. ''O gato é um animal explorador e de hábitos noturnos. A cirurgia diminui os passeios pela vizinhança'', explica Maria Thiemi. A veterinária acrescenta que os gatos machos devem ser castrados apenas após os sete meses de idade, já que antes disso a uretra não está completamente madura, o que pode aumentar as chances de aparecimento de cristais na urina.
Caso o proprietário de cães ou gatos opte pela castração do seu animal, a veterinária recomenda que seja procurado um profissional sério, com uma estrutura física adequada para realizar a cirurgia. ''São cirurgias relativamente simples, mas existe um risco operatório. É fundamental buscar um profissional que saiba fazer o procedimento da maneira correta'', destaca.


