Quando as diferenças somam
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 26 de junho de 1997
Jossânia Navolar 
Josoe de CarvalhoA amizade entre Vilma e Regina é tão grande que se estendeu aos maridos e aos filhosCantada em verso e prosa, a amizade permanece através dos séculos como algo fantástico e mágico, um encontro profundo em meio a tumultuados desencontros. Algo acima do bem e do mal, capaz de não apenas superar, mas somar diferenças. E não importa se essas diferenças sejam culturais, religiosas, políticas ou até mesmo econômicas e sociais.
Não é difícil imaginar a dimensão que a amizade tem na vida do ser humano. Afinal, ela faz parte do desenvolvimento emocional da criança e do jovem e é um bem incalculável em qualquer fase da vida. Em tempos de correria, informática e internautas, a amizade ganhou formas novas. Agora acontece também, sem grandes embaraços, via correspondência eletrônica. Mas a velha e tradicional amizade, que nasce na escola, na rua, numa festa, apesar da falta de tempo das pessoas, continua em alta.
Paulo WolfgangFernando e José Roberto acham que são amigos porque gostam de coisas parecidas
É o caso da terapeuta floral Vilma Domeneghetti Davanzo, 38 anos, e a empresária Regina Célia Botion Piovan, 40. A amizade das duas nasceu há mais ou menos seis anos. Nos conhecemos num encontro promovido pela empresa em que nossos maridos trabalham, lá no Rio Grande do Sul, reunindo gerentes de vários estados. Foi empatia à primeira vista. Notamos que tínhamos uma afinidade muito grande. A partir de então, sempre que nos encontravámos era a maior festa. Por coincidência, depois de algum tempo mudei para Londrina, e como a Regina já morava aqui, ela me ajudou muito no início, até para procurar escola para as crianças, conta Vilma.


