Quando aprender não tem idade
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Elaine Souza<br>Reportagem Local 
A aposentadoria já está garantida, os filhos estão encaminhados e sobra tempo para lazer com os netos e outras atividades. O sonho de falar uma segunda língua torna-se real e faz com que as escolas de línguas ganhem mês a mês uma turma que já passou dos 60 anos, mas que, nem por isso, é menos comprometida com os estudos.
Os médicos indicam que mente ativa retarda o envelhecimento e muitos senhores e senhoras que entraram na terceira idade vêm levando isso à risca. Em aulas vip ou em turmas com pessoas mais novas - muitos com idade para serem seus netos eles mostram que a ordem é estudar e se dedicar.
"Em relação ao ano passado, tivemos um aumento de 100% em alunos da terceira idade. Vejo que isso é em decorrência da própria mídia, que estimula o idoso a aprender mais", comenta Marcia Maria Clivati, diretora do CCAA.
O crescimento desse público chama a atenção das instituições de idioma. Na Wizard Centro, conforme Ana Claudia Leão, diretora da escola, o número de alunos da terceira idade vem aumentando a cada semestre. Ela conta que a escola começou a divulgar o curso em 2010 e, este ano, já registrou um crescimento de 8% comparado a 2012.
"Conhecida como melhor idade, é nessa fase da vida que as pessoas conseguem, finalmente, ter tempo e poder aquisitivo para realizar sonhos de toda uma vida, por exemplo, estudar inglês. Pessoas dessa faixa etária procuram cada vez mais por cursos de idiomas e isso acontece porque, juntamente com a expectativa de vida do brasileiro, aumenta também a qualidade de vida e disposição para continuar estudando e fazer outras atividades que não eram prioridades desse grupo quando ainda ativo no mercado de trabalho. Essas pessoas são uma fatia que definitivamente não pode ser desprezada pelo mercado. Os setores que entenderem isso sairão na frente", afirma a diretora.
Nas salas de aula vale tudo: inglês, espanhol, francês, alemão. Mas é mesmo o inglês que está na preferência da maioria. Aprendendo gramática e treinando pronúncia, eles chamam a atenção pela seriedade, comprometimento e dedicação com que levam os estudos.
"Alunos na terceira idade são aplicados e, em muitos casos, acompanham melhor que os mais novos, já que eles são preocupados em aproveitar o máximo possível. Eles são comprometidos e raramente faltam. A metodologia é igual para novos e mais velhos. Os adolescentes têm mais facilidade para aprender, pois tiveram contato com a língua mais cedo. Os mais velhos possuem mais dificuldade, porém, têm uma maior dedicação. Alguns optam por aulas vip, mas aqui a maioria faz em turma e adora utilizar de recursos tecnológicos, como o tablet, por exemplo", explica Marcia Clivati.
Segundo Ana Leão, o rendimento desse grupo em sala de aula é muito bom, pois eles têm mais tempo para estudar e até revisar os conteúdos. "Para homens e mulheres na terceira idade, continuar estudando é uma das melhores formas de manter as capacidades mentais ativas, abrir novos horizontes e redescobrir emoções da juventude. Sem contar que o exercício mental, tanto como o exercício físico, ajuda na manutenção da memória."
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