Quando a cabeça não ajuda
Os lapsos de memória estão sempre colocando as pessoas em situações desagradáveis. Quem já não passou pelo constrangimento de encontrar um ex-amigo e não conseguir se lembrar do nome dele? Mas, para a funcionária pública Jandira Resende, 32 anos, o esquecimento vai muito além disso. Preciso anotar praticamente tudo na agenda, caso contrário esqueço. Admiro as pessoas que conseguem guardar números de telefones e datas, porque eu sou uma negação para isso. Várias vezes já passei pelo vexame de não me lembrar onde deixei o carro estacionado.
Jandira conta que sempre foi esquecida, mas de uns tempos para cá as falhas de memória estão aumentando. Eu acho que é o excesso de atividades e também as preocupações do dia-a-dia. O pior do esquecimento é que ele faz a gente perder tempo. Eu chego no trabalho e tenho que voltar para casa porque esqueci a chave da minha gaveta. Isso me deixa extremamente irritada. No entanto, tenho uma memória prodigiosa em termos de fatos e imagens. Consigo me lembrar da história de um filme que vi há muitos anos.
O estudante Marcos Antônio Alves, 25 anos, conta que já perdeu uma namorada devido ao esquecimento. Marcava um encontro com ela, mas esquecia de ir. E, o que é pior, nunca me lembrava do aniversário dela. E não adianta anotar na agenda porque estou sempre esquecendo de conferir as anotações. O estudante diz que desistiu de comprar óculos escuros porque vive esquecendo-os em todos os lugares por onde passa. Como diz o velho ditado, não esqueço a cabeça porque está colada ao corpo, afirma Marcos.





