''Primeiro a saúde, depois a vaidade. Embora a cirurgia plástica seja motivada pela vaidade, oferece os mesmos riscos de outras cirurgias. E é logo no primeiro contato entre médico e paciente que deverão ser estabelecidos os exames necessários para garantir um resultado bem-sucedido.
Pessoas que sofrem de hipertensão, diabetes ou doenças do coração também podem recorrer a intervenções estéticas, desde que estejam bem, com a saúde sob controle. Há necessidade de se realizar exames de sangue pré-operatórios para verificar principalmente a coagulação sanguínea. Também indicamos realizar uma avaliação pré-anestésica com os anestesistas que vão participar da cirurgia. Em alguns casos, uma avaliação cardiológica pré-operatória também é necessária.

Segundo o Ministério da Saúde, 11% da população com mais de 40 anos sofre de diabetes e 35% de hipertensão. É de se esperar, então, que diabéticos e hipertensos também estejam entre os candidatos aos procedimentos estéticos. Uma vez que a saúde desse paciente está sob controle, não há contra-indicações para a cirurgia plástica. Com relação à cicatrização, basta que a taxa de glicemia esteja em equilíbrio.

Os pacientes geralmente são orientados a interromper o uso de determinados medicamentos que alteram a coagulação, como aspirina, gingko biloba e certos antiinflamatórios. Já o cigarro deve ser abolido um mês antes da intervenção cirúrgica.

Costumo receitar um medicamento que diminui a pressão arterial e é excelente coadjuvante na prevenção de hematomas três dias antes da cirurgia. Outro cuidado que tomamos é empregar sedação e anestesia local, ao invés de anestesia geral, em cirurgias faciais. Essa medida, além de prover o paciente com maior segurança, evita os hematomas provocados no momento da extubação, quando é retirada a cânula endotraqueal do paciente.

Marcos Grillo, PhD em Cirurgia Plástica, de Curitiba

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