Psicóloga recomenda bom senso
Marcos BorgesA criança pode transferir para o Tamagotchi a necessidade de um amiguinho, adverte a psicóloga Maria RitaO importante é não supervalorizar o bichinho e deixar claro para a criança que o Tamagotchi não passa de uma brincadeira. Essa é a recomendação da psicóloga Maria Rita Soares Azevedo. Quanto à justificativa de que o brinquedo traz responsabilidade e disciplina à criança, Maria Rita é taxativa: Quem tem que passar esses conceitos para os filhos são os pais e não uma máquina. No entanto, a psicóloga ressalta que não é o caso de fazer do Tamagotchi um bicho-de-sete-cabeças. Tudo vai depender de como a criança se relaciona com o bichinho. Ela precisa ser orientada pelos pais a não criar relações afetivas com o brinquedo. Desta forma, esse bichinho virtual será a mesma coisa que um carrinho ou uma boneca. Para Maria Rita Soares, o grande problema é o incentivo que a mídia faz ao consumismo exacerbado, principalmente no que se refere aos produtos infantis.
Ao contrário dos pais se sentirem culpados por não comprar tudo o que o filho pede, eles devem ensinar à criança que ser feliz não significa ter tudo o que os outros têm, orienta a psicóloga. Maria Rita discorda do ponto de vista de que o Tamagotchi ajuda as crianças que têm dificuldade de socialização. Ele pode ser um fator de aproximação, mas não resolve o problema. Pode até ter um efeito contrário. A criança pode transferir para o Tamagotchi a necessidade de um amiguinho. Por isso, os pais devem estar bem atentos à relação do filho com o bichinho virtual, recomenda a psicóloga.





