Com o início do inverno, a grande maioria dos brasileiros deixa de usar o filtro solar. Segundo os dermatologistas, os filtros solares deveriam ser incorporados aos hábitos das pessoas e ser usados em qualquer estação do ano, inclusive em ambientes internos e nos dias de tempo nublado.
''A intensidade da radiação diminui muito pouco nos dias de tempo nublado'', diz a dermatologista Denise Stella Fagundes, do Centro de Pesquisas da Stiefel, em São Paulo, empresa considerada a líder mundial em pesquisas dermatológicas. ''Para que haja incidência de raios ultravioleta, basta que seja dia. Mesmo estando dentro de um carro, uma pessoa está exposta aos raios solares. Nos escritórios, a luz de lâmpadas fluorescentes emite radiações que provocam, dentro outros males, o envelhecimento precoce da pele'', acrescenta.
Segundo a médica, a intensidade de radiações não muda de acordo com o calor, frio, vento e luz visível. ''Não importa que o verão tenha acabado. O ideal é que se use filtro solar como se estivesse diretamente sob o sol, em plena praia. O mesmo vale para os locais com neve, que é grande refletora da luz solar e que aumenta a intensidade da radiação'', explica.
Além do envelhecimento da pele, o não uso do filtro solar pode contribuir também para causar o melanoma, tipo mais grave de câncer de pele. Só no ano 2000, segundo estimativas feitas com base em dados do Instituto Nacional do Câncer, ocorreram cerca de 42 mil casos de câncer de pele no Brasil. Calcula-se que haja no País um aumento anual da ordem de 6% do número de casos da doença. (Da Redação)

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