Dermatologista adepta ao uso contínuo do protetor solar, Lígia Márcia Martin também ressalta os efeitos nocivos do sol nos horários das 10 horas às 16 horas, mas indica a aplicação do filtro solar logo pela manhã, antes mesmo de sair de casa, repassando o produto a cada duas horas.
O motivo é simples. Os brasileiros, segundo a dermatologista, não usam a quantidade correta de protetor, ficando expostos aos raios solares. ''Os que utilizam, aplicam apenas 1/3 do filtro solar indicado pelo Inmetro. Além disso, sempre digo que o protetor solar não é passaporte para tomar sol e que os horários precisam ser respeitados'', alerta.
Por isso, a indicação do filtro solar, logo ao levantar. ''Temos a preocupação constante com as doenças de pele, e o câncer de pele é um dos males que mais atingem os brasileiros''.
A aplicação do filtro solar, segundo Ligia Martin, deve ser feita meia hora antes de sair ao sol. Dessa forma, o produto já interagiu com a pele. Por isso, a indicação do fator de proteção 30, uma vez que o produto não é reposto. O ideal, de acordo com a especialista, é usar 40 ml no corpo todo e repor a cada duas horas. ''Sabemos que o filtro solar é caro e sua utilização não é uma questão de apelo comercial e, sim, de necessidade''.
A dermatologista relembra que o Brasil tem alta incidência de luz e que as pessoas expostas ao sol, todos os dias, devem utilizar o protetor. ''O sol em maior ou menor quantidade vai atingir todo mundo, por isso, é preciso estar protegido''. O apelo vem de encontro às estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), que em 2006 previam 122.400 novos casos de câncer de pele.
A preocupação com os números alarmantes inspirou, em 1990, a criação do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele (PNCCP), que no ano passado examinou mais de 41 mil poessoas, em todo o Brasil, em apenas um dia. Cerca de três mil dermatologistas se mobilizam para, gratuitamente, prestar atendimento e tratamento dos casos de câncer detectados.
No último sábado, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele foi realizada em todo o País. No Paraná, 330 especialistas foram mobilizados em 14 postos distribuídos em 11 cidades, incluindo Londrina. (M.O)

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