Proteção sob medida
O Código de Trânsito é rigoroso e inquestionável: Transportar crianças em veículo automotor sem observar as normas de segurança especiais estabelecidas pelo Código, estará cometendo infração gravísssima (sete pontos). Quem for pego pela fiscalização vai sentir no bolso e na carteira de habilitação o peso da infração: multa pesada e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada (art. 168). Muitos pais ainda insistem em deixar as crianças pequenas no banco da frente, o que é proibido, mesmo com cinto de segurança. E quando sentam no banco detrás, o problema é fazer com que eles acostumem seus filhos a sentar na cadeirinha adaptada ao assento ou a usar cinto de segurança, no caso de crianças maiores.
Segundo o tenente Fábio Azevedo, do Siate, as pessoas que sentam nos bancos da frente já se conscientizaram da necessidade do cinto de segurança. No entanto, é bem menos comum a utilização do cinto pelos passageiros que ficam no banco traseiro, sejam eles crianças ou adultos, acrescenta. O tenente Azevedo diz ainda que no caso de acidente, o passageiro que está atrás, principalmente as crianças que gostam de ficar no meio do banco, pode ser expelido para fora do carro através do parabrisa. Com cinto de segurança ou na cadeirinha bem ajustada, as chances de sobrevivência são muito maiores no caso de um forte impacto.
ReproduçãoModelo americano para crianças de 0 a 4 anos: todo acolchoado, tem apoio e proteção lateral para a cabeça e três regulagens de altura do cintoNão é por falta de opções que os pais deixam de garantir a segurança de seus filhos no trânsito. Nacionais ou importados, os acessórios de proteção podem ser encontrados tanto em lojas de departamentos, grandes redes de supermercados e lojas que comercializam roupas infantis. Uma novidade que deverá chegar às prateleiras ainda este mês, é o cinto de segurança Safe Kid, para crianças de 1 a 8 anos, o primeiro no Brasil para essa faixa etária, já aprovado pelo Detran. Com ele, a criança ganha mais mobilidade, podendo ficar sentada ou deitada.
Fabricado nos Estados Unidos e montado em Goiás, o produto se ajusta a todo tipo de veículo, independente do cinto de segurança convencional. É totalmente anatômico e não irrita a criança, dando a sensação de liberdade em qualquer posição, garante Núbia Nonino, que vai comercializar esse produto em suas lojas ao preço de R$ 50,00 a R$ 60,00.
ReproduçãoA legislação brasileira não especifica o tipo de cadeirinha a ser usado, exigindo apenas que ela seja amarrada ao cinto de segurançaSegundo ela, grande parte das crianças não gosta de usar cinto porque não está acostumada. Se os pais colocarem sempre o filho no assento traseiro, primeiro no bebê conforto, depois na cadeirinha, chegará a hora em que ele vai se sentir desprotegido se não usar cinto de segurança. Apesar da opção do bebê conforto, que serve até os seis meses de idade, existem hoje cadeirinhas que acomodam desde recém-nascidos até a idade de 4 anos, com regulagens e pequenos acessórios que garantem proteção total aos bebês, como o protetor de pescoço. São mais caras, de R$ 200,00 a R$ 300,00, mas podem ser utilizadas por mais tempo, argumenta ela.
Para Núbia Nonino, um dos fatores que inibe o consumo desse tipo de acessório é o preço, muito caro para o consumidor em geral. Quanto mais seguro, mais caro, até porque, no caso das cadeirinhas que oferecem segurança total, a maioria delas é importada, acrescenta. Nos Estados Unidos, são exigidos testes de impacto dos fabricantes, enquanto que no Brasil a legislação não especifica o tipo de cadeirinha a ser usado, exigindo apenas que ela seja amarrada ao cinto de segurança. Os modelos nacionais custam de R$ 79,00 a R$ 180,00.DivulgaçãoNovo cinto dá mais liberdade de movimentos e posições sem deixar a criança irritadaAngela Raizer Barbosa





