A notícia das normas para o funcionamento das clínicas de bronzeamento artificial foram bem recebidas pelo médico cirurgião plástico Cláudio Alvino da Silva. Ele é responsável pelo acompanhamento de pacientes de uma clínica estética em Londrina, e admite que a falta de regulamentação é ''difícil e perigosa'', pois o bronzeamento está se tornando atividade comercial. ''Mexe-se com a saúde da pessoa e é preciso ser autorizado para isso''.
O médico destaca que a primeira avaliação feita é se o bronzemento é por fator estético ou para problemas de saúde. ''Trinta por cento das pessoas que procuram o serviço são recusadas por algum fator de risco''. Entre os motivos de rejeição estão as peles sensíveis ao sol, alguns tipos de manchas e pintas e históricos de doenças da pele na pessoa ou na família.
A porcentagem de luz emitida pela câmara, segundo o médico, é parecida com os horários de menor incidência dos raios solares até às 9 horas ou depois das 16 horas. ''Não fazemos sobrecarga de radiação'', garante. O tempo de bronzeamento, explica o médico, é determinado também pelo tipo de pele da cliente começa-se com 5 minutos de exposição e o aumento é gradativo. O tempo máximo fica entre 20 e 30 minutos. Cláudio diz ainda que as sessões não podem ser contínuas, deve haver um espaço de pelo menos um dia entre elas, pois ''a pele tem que se acostumar com o procedimento'', orienta.
A esteticista e química da clínica, Vanessa Spiassa, completa dizendo que em cada sessão é obrigatório o uso de toucas e óculos de proteção. Manchas e cicatrizes recebem maior proteção, dependendo de cada caso, opta-se por cobri-las com algodão umedecido ou aplicação de filtro solar.
Vanessa diz ainda que a câmara é submetida à limpeza com produtos próprios após cada sessão de bronzeamento para evitar a ação de fungos. As lâmpadas, segundo ela, possuem ação bactericida. A manutenção exige também o controle das lâmpadas, a vida útil delas é de aproximadamente 700 horas. Vanessa também elogia a iniciativa da Anvisa. ''Ela vem para selecionar os bons profissionais'', presume. (C.G.)

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