Uma das reclamações mais comuns de homens e mulheres hoje em dia é a dificuldade de encontrar um parceiro e manter um relacionamento sério. Situação difícil de entender, uma vez que todos querem encontrar sua cara-metade e viver uma grande história de amor.
Para tentar resolver esse problema surgiram há alguns anos as agências de relacionamento. ''Nós buscamos esse tipo de serviço para ajudar parentes que estavam sozinhos. Encontramos uma agência em Marília (SP) e fomos até lá para ver se era confiável. Gostamos tanto que decidimos montar uma franquia em Londrina'', conta a proprietária da agência Par, Lucia Ieda Cardoso, que trabalha no ramo desde setembro de 2006, em sociedade com o marido, Osni Cardoso.
''Víamos a dificuldade das pessoas em encontrar alguém que queira algo sério nos lugares tradicionais de paquera, como bares e boates. Percebemos que muitos querem um compromisso de namorar e casar, mas não têm tempo de sair tanto e quando saem não encontram o que procuram'', diz Osni.
E se engana quem imagina que nas agências só existem solteirões desesperados, chatos ou feios que passaram da idade de casar. ''A maioria dos nossos clientes tem entre 30 e 60 anos, mas também temos jovens de 21 e gente mais velha. São pessoas interessantes, com bom nível intelectual e social, mas que convivem basicamente com um mesmo grupo de amigos e acham difícil encontrar alguém. Eles vêem na agência a oportunidade de encontrar alguém com afinidade e de maneira segura'', afirma.
Isso é garantido graças a um questionário que cada candidato preenche com informações como estado civil, religião, descrição física, profissão, objetivos de vida, personalidade e preferências no parceiro. ''Pedimos para os interessados que compareçam na agência para uma conversa também. A partir disso e das respostas, procuramos colocar em contato pessoas que tenham pontos em comum. Não precisam ser pessoas exatamente iguais, mas pelo menos 70% de afinidade tem de existir'', garante Osni.
''Fazemos uma investigação da vida dos candidatos sobre dívidas em excesso, ficha criminal ou outro problema. Se percebermos que existe má-fé podemos nos recusar en colocar a pessoa no nosso arquivo'', completa Lucia, lembrando que todas as informações são sigilosas.
Depois de aprovado, o cliente passa a analisar possíveis pretendentes encontrados pela agência. ''Mostramos a foto da pessoa juntamente com o primeiro nome e algumas informações básicas. Caso os dois se interessem passamos os números de telefones para que marquem um encontro. O tempo para encontrar alguém depende do que cada pessoa quer'', garante ela.
O pagamento é feito apenas no início e os serviços são oferecidos até que o candidato encontre alguém. '' Queremos que o candidato tenha tempo que for preciso para escolher a pessoa certa. Quando o namoro começa, eles nos avisam e só então retiramos o nome do cadastro. Atualmente 15% dos nossos clientes estão namorando e 30% estão em começo de relação'', diz Osni.
E parece que os cupidos profissionais funcionam melhor do que o acaso ou destino. Osni garante que na agência de Marília já aconteceram 300 casamentos desde 1998 e nenhum deles terminou em divórcio. ''Em Londrina, não tivemos nenhum casamento até agora porque estamos trabalhando há apenas oito meses, e os casais que aproximamos estão namorando. Mas com certeza eles vão acontecer.''

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