divulgaçãoGianne Albertoni no desfile da coleção de inverno da Ellus: nem teve tempo de assimilar a idéia de ser modelo e já estava a caminho das passarelas de MilãoPara alguns adolescentes, o sonho de ser modelo, perseguido por grande parte dos jovens dos anos 90, virou realidade instantânea. De repente, a vida dá uma reviravolta e o que era improvável passa a ser rotina: fotos para editoriais de revistas, desfiles constantes e convites para trabalhar fora do País. Foi assim com Gianne Albertoni e com a londrinense Laura Casper. Outros ainda correm atrás do reconhecimento, como acontece com o também londrinense Alex Francisquini, agenciado pela Ford em Curitiba. Os três integraram a trupe de modelos que desembarcou em Londrina semana passada para o desfile da Ellus, ao lado dos veteranos Carlos Casagrande e Douglas Rasmussen.
O começo da profissão sempre é difícil, seja para aqueles que buscaram incansavelmente o sucesso ou para os que foram descobertos por acaso. Gianne Albertoni andava de bicicleta no parque Ibirapuera, em São Paulo, quando foi abordada por um fotógrafo. Nem bem teve tempo de assimilar a idéia de ser modelo, e já estava no avião, a caminho das passarelas de Milão. ‘‘Foi tudo meio confuso e até um pouco assustador’’, conta. Gianne lembra que as pessoas costumavam lhe dizer que levava jeito para ser modelo, mas tudo não passava de mera suposição para ela. ‘‘E se eu fosse na agência e não desse certo? Aí eu ia ficar mal. Por isso, nunca corri atrás; se acontecesse, tudo bem’’, diz, com a simplicidade que encanta todos a sua volta.
Com apenas 13 anos, Gianne já dividia a passarela com top models internacionais e se tornou uma das modelos mais requisitadas para desfiles brasileiros. Desde então, tem ficado metade do ano no Brasil e a outra metade no exterior. Sem deixar os estudos de lado, ela faz um ano letivo em praticamente um semestre. ‘‘Eu me esforço bastante. Ano passado foi raspando, mas graças a Deus consegui passar. Esse ano só fiquei três semanas no Brasil, ainda não fui para o colégio. Perdi o primeiro bimestre, estou vendo se consigo repor, e ao mesmo tempo já vou pegando a matéria do segundo bimestre’’, conta.
Apesar da pouca idade - vai completar 16 anos em julho - Gianne já tem algumas idéias a respeito do que vai fazer depois que a carreira de modelo tiver chegado ao fim. ‘‘Quero me formar em publicidade ou jornalismo, alguma coisa que tenha a ver com moda. Ou quem sabe eu seja atriz. Acho que deve ser muito legal fazer novela, filme’’, imagina. Por enquanto, os planos são outros: viver intensamente a profissão, desfrutando tudo o que ela tem a oferecer. Até agora, os seus rendimentos foram suficientes para mudar o padrão de vida de sua família: trocou de casa, comprou uma empresa para o pai, um carro para o irmão e está tentando comprar um apartamento para ela.
Sem precisar se preocupar com a forma física - suas medidas são perfeitas - o único cuidado necessário é com a pele. ‘‘Agora começou a sair espinhas, então, tenho que tomar um pouco mais de cuidado. Vou sempre ao dermatologista, lavo bastante o rosto porque uso muita maquiagem, e estou maneirando no chocolate’’, conta. Esbanjando beleza e simpatia pelas passarelas afora, difícil mesmo é escapar do assédio dos fãs. ‘‘Acho normal, a gente tem que saber lidar com isso. Na verdade eu acho legal, até gosto’’, diz.
Gianne garante que seu namorado, um estudante de 18 anos que mora em São Paulo, entende perfeitamente a sua profissão. ‘‘Ele sabe que viajo muito, que tem muita gente dando em cima de mim, e que tenho um jeito muito aberto com as pessoas. Nós nos falamos mais por telefone, é ruim, sinto muita saudade dele, mas é um sacrifício que tenho que fazer pela minha profissão’’, analisa.

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