Problema também afeta pessoas jovens
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quinta-feira, 28 de março de 2002
Da Redação 
De acordo com a International Continence Society, incontinência urinária é a perda involuntária de urina, clinicamente demonstrável, o que causa problemas sociais ou higiênicos. Diferente do que muitas pessoas pensam, a incontinência não é uma doença e, sim, um sintoma decorrente de outros fatores. Frequente e erroneamente associada à idade avançada, o distúrbio atinge pessoas de todas as faixas etárias e ocorre duas vezes mais em mulheres do que em homens.
Segundo estimativas oficiais, o problema atinge 8% da população brasileira.
Na verdade, esses dados podem ser ainda maiores, já que muitas pessoas retardam ou evitam procurar tratamento. Cerca de 25% das pacientes que apresentam o problema demoram cinco anos ou mais para procurar ajuda de um especialista.
Dados da Organização Mundial de Saúde indicam que duas em cada dez mulheres sofram com o problema, que pode ocorrer, por exemplo, durante a gravidez ou na menopausa, quando os níveis do hormônio de estrogênio diminuem. Essa diminuição afeta o funcionamento de alguns mecanismos responsáveis pela continência urinária que dependem do hormônio. Além disso, a incidência de casos aumenta devido ao parto normal ou em alguns procedimentos cirúrgicos.
Mulheres com um número elevado de filhos têm mais propensão a apresentar incontinência urinária do que outras.
O médico Luis Augusto Seabra Rios, do Centro de Continência Urinária do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que, nesses casos, o assoalho pélvico, musculatura que sustenta os órgãos do trato urinário inferior, pode ser afetado, diminuindo sua ação no controle da bexiga e da uretra. Dessa maneira, a urina escapa ao se fazer força excessiva ou tencionar a musculatura da região, o que caracteriza a incontinência urinária por esforço, o tipo mais comum entre mulheres. As situações em que o vazamento de urina ocorre são bastante comuns, como rir, tossir, abaixar, carregar objetos pesados, saltar e correr. Isso afeta a qualidade de vida e acaba se tornando um problema de convívio social para a pessoa que tem o problema.
Além disso, o desenvolvimento da prática de esportes de maneira intempestiva e, sobretudo, mal conduzida, explica o alto índice de casos em mulheres jovens esportistas. A taxa de incontinência entre esse grupo varia entre 10 a 40%, de acordo com o esporte.
Líquidos e dieta
Existem diversos tratamentos para controlar e até solucionar o problema, dependendo de sua gravidade. Em alguns casos, mudanças de comportamento miccional, da ingestão de líquidos ou da dieta alimentar já fazem com que o paciente volte a ter continência. Em outros, é possível corrigir o problema com sessões de fisioterapia especializada. Somente em algumas situações, as mais severas, é necessário submeter a paciente a uma cirurgia. Atualmente, os procedimentos cirúrgicos para corrigir a incontinência urinária são simples e pouco invasivos. Um profissional recomendado para cuidar de casos de incontinência urinária é o urologista. Poucas pessoas sabem que esse médico também pode ser consultado por mulheres.
Produtos
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