Princesinha do mar
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quinta-feira, 02 de outubro de 2014
Karla Matida<br>Reportagem Local 
Vitória tem peculiaridades que a tornam especial para os mais variados tipos de turistas. Há opções para quem busca história, diversão e gastronomia, tudo combinado com vista para o mar. Ao lado de Florianópolis (SC) e São Luis (MA), Vitória forma o trio de ilhas-capitais brasileiras. Ela é também a terceira capital mais antiga do País, fundada em 1551. Mas os dados históricos dão conta de que os portugueses chegaram ao local que seria a cidade por volta de 34 anos após o descobrimento do Brasil, em 1500.
Números à parte, a capital do Espírito Santo harmoniza com charme o lado histórico com os confortos da modernidade. Tantos atrativos acabaram chamando a atenção de duas seleções participantes da Copa do Mundo deste ano. Austrália e Camarões optaram por fazer da cidade a sua casa brasileira antes e durante o torneio futebolístico.
Os australianos, por sinal, fecharam um hotel exclusivamente para os jogadores e a comissão técnica. Ficaram hospedados na Ilha do Boi, com uma das vistas mais bonitas da cidade, e ainda contaram com a privacidade do local, só com endereços residenciais. Mais privativa ainda é a Ilha do Frade, com casas de luxo e praias particulares.
Apesar de capital, Vitória é apenas a quarta cidade em população do Espírito Santo, com pouco menos de 350 mil habitantes. Conta com o fluxo dos negócios do porto próprio e o da vizinha Tubarão. No ano passado, apareceu em quinto lugar na lista de Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM), divulgada pela ONU.
Para os turistas, a gastronomia local entra sempre na lista de atrações. Tanto a moqueca quanto a torta capixabas são pratos imperdíveis para qualquer visitante. Na Enseada Geraldinho (Rua Aleixo Netto, 1.603), as porções para duas pessoas têm versões de peixes, camarão, lagosta, siri e polvo e são acompanhadas de arroz, pirão e moquequinha de banana da terra, outro clássico.
Dizem que um dos ingredientes principais da moqueca capixaba é justamente a panela de barro na qual é feita. E ela tem que vir das paneleiras de Goiabeiras. A produção segue uma tradição secular que vem passando de geração em geração. O método é o mesmo até hoje e é feito ao lado do barracão da Associação das Paneleiras de Goiabeiras. Há panelas para venda de todos os tamanhos e também travessas de formatos variados.
Para quem busca diversão, a Praia do Canto é um dos pontos mais animados da cidade, com direito a um Triângulo das Bermudas, como foi batizado por boêmios o trecho entre as ruas Joaquim Lírio e João da Cruz.
Quem prefere programas diurnos, a opção é a Praia de Camburi - tem seis quilômetros de extensão e um calçadão recém-reformado, que é um convite para atletas ou nem tanto. A praia é pontuada por quiosques gastronômicos e bancos para apreciar o mar e o vaivém das pessoas.
A jornalista viajou a convite da organização do evento Vitória Moda



