Primeiro filho
Dorico da SilvaGeovanna, no colo da mãe Luciane Tizziani, nasceu através do parto com analgesiaA cirurgiã-dentista Luciane Tizziani, 26 anos, teve seu primeiro filho há quase três meses. Ela conta que, no início, sua intenção era fazer cesariana, mas com o tempo optou pelo parto normal. No dia marcado, logo de manhã, Luciane começou a tomar ocitócitos para estimular as contrações. Às 11 horas, dor intensa e ininterrupta. Meio-dia, exame de toque - ainda não estava na hora. Uma hora e nada. A médica diminui a dose de ocitócito. Às 13h15, a ginecologista Márcia Brito propõe a sua paciente o parto sem dor.
De acordo com médica, para entrar no trabalho de parto, o tempo normal de espera para o primeiro filho é de 12 horas (mesmo assim, hoje em dia esse tempo de demora é raro). Já para a mulher que teve mais de um filho, a espera é de, no máximo, seis a oito horas. Com o advento do parto induzido - parto comandado pelo uso de ocitócitos, que são substâncias que tornam as contrações mais eficazes e coordenadas -, o tempo total do trabalho de parto ficou mais curto, explica.
Luciane Tizziani conta que no início achava que a dor do parto era suportável. Mas quando viu que não aguentava mais, pediu à médica que explicasse as vantagens e desvantagens do parto com analgesia. A maior desvantagem pra mim eram os 20% de chances de precisar usar o fórceps. Mas, com tanta dor, topei. Me levaram para a sala de parto, o anestesista me aplicou a injeção e, depois de meia hora, a dor começou a diminuir. A Geovanna nasceu por volta das 15 horas, lembra.
Luciane conta que tinha dilatação e contração, mas não sentia mais tanta dor. Senti tudo e consegui fazer força para o nenê sair. E não foi preciso usar fórceps. Ela saiu da sala de parto com a criança nos braços. Duas horas depois levantou, tomou banho e, em menos de 24 horas estava em casa. Luciane só reclamou de uma coisa: Vomitei antes e depois do parto!.( J.S)





