A chegada de um bebê altera completamente a rotina de um casal. Tudo muda. As prioridades, as responsabilidades e até mesmo o modo de encarar a vida. As atividades de lazer e os horários também passam a ser diferentes, especialmente nos primeiros meses da criança. A família precisa se adequar a uma nova realidade, que reflete no relacionamento do casal. O tempo dedicado ao outro é reduzido consideravelmente e a frequência sexual diminui.

Um estudo da Universidade Nacional da Austrália, intitulado ''O que o amor tem a ver com isso?'', aponta que o índice de separação entre casais com um filho é de 13% e entre os que têm duas ou mais crianças é de 11%. O número de divórcios cai para 8% em casamentos sem filhos.

Por isso, o ideal é se preparar para a chegada de uma criança. A variedade de métodos contraceptivos e o aumento de campanhas de conscientização contribuem para isso. Os casais cada vez mais têm a oportunidade de se organizar financeiramente e emocionalmente, o que pode refletir de forma positiva nas relações conjugais. Mas quando não é possível planejar a gravidez, é importante que o casal tenha maturidade para encarar as mudanças e entenda que o momento é vivido de maneira diferente entre homens e mulheres.

A psicóloga Lucianne Fernandes, especialista em sexualidade humana, afirma que o primeiro ano é um período de readaptação para toda a família, mas o casal não deve abrir mão de passar um tempo junto. ''O casal deve estar disposto a se reconquistar. Se possível, após a quarentena, é interessante reservar um dia da semana para realizar um programa a dois'', aconselha.

Leia mais na reportagem de Paula Costa Bonini

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