Preparação começa na gravidez
A pequena Rebeca, de 4 anos, começou a ser preparada para receber o irmão, Natan, de 9 meses, antes mesmo de a mãe ficar grávida. Religiosa, a empresária Leila Becchi Ruiz, mãe das crianças, passou a fazer com a filha orações pedindo um irmão assim que decidiu engravidar. Ela orava para ganhar, e não para perder. Acho que isso fez toda a diferença, diz, contando que a filha mais velha encarou o nascimento do irmão com muita tranqüilidade.
Outro cuidado de Leila foi envolvê-la em todas as etapas da gestação. A menina participou de ultrassons, opinou no enxoval e ajudou a decorar o quarto do bebê. Antes do Natan nascer, também instruímos familiares e amigos a darem mais atenção à Rebeca. Queríamos que ela soubesse que cada um tem seu lugar na família, contou.
A mãe também se esforça para manter a rotina de Rebeca a despeito dos cuidados com o caçula. E observou que ela ficou mais independente. Antes de o bebê nascer, ensinei-a a realizar algumas tarefas sozinha, como por exemplo, tomar banho, diz, lembrando que mesmo nessas atividades a supervisão é fundamental. As mudanças na vida dela aconteceram antes do nascimento do irmão, lembra.
Por causa de todo esse cuidado, Rebeca não disputa os pais com o irmão. O ciúme aparece fora de casa. Quando as pessoas reparam apenas no Natan, ela faz coisas para chamar a atenção, conta.
Atenção exclusiva
O mesmo acontece com Victor Hugo, de 5 anos, que há um ano ganhou a irmã, Maria Júlia. A mãe dos dois, a farmacêutica Luciane Elizabete Olivetti, procurou preparar o filho mais velho desde a gravidez, mostrando que ele também tinha passado por todas aquelas fases. No início, ele ficou receoso e passou a falar que queria ser bebê, recorda-se. A solução encontrada pela mãe foi envolver Victor Hugo nos cuidados com Maria Júlia. Até hoje ele me ajuda, orgulha-se.
Para driblar a atenção exclusiva das visitas para a bebê, Luciane comprou várias lembrancinhas de R$ 1,99 para serem entregues ao menino quando amigos e familiares chegavam com presentes para a caçula. Outro aspecto observado por ela, é que o filho teve algumas crises de regressão assim que Maria Júlia começou a interagir com a família e fazer gracinhas.Agora, a irmã já entrou na rotina dele, diz. Atenção exclusiva para o filho mais velho foi outra medida preservada para garantir que ele se sinta sempre amado. Continuo dando colo e tento preservar momentos sozinha com ele. (C.A.)





