Os orgânicos começam a ganhar espaço nos supermercados de Londrina. Incentivadas pela demanda (ainda pequena, mas crescente) as grandes redes já contam com prateleiras específicas para exibir hortaliças e legumes sem agrotóxicos. É o caso do Hiper Muffato, que oferece cerca de 50 produtos, muitos com reposição diária. De acordo com o responsável pelo setor de hortifrutigrangeiros Márcio Fraga, as verduras são os itens mais procurados. A oferta só vem aumentando. ''Há um ano, só trabalhávamos com uma marca de orgânicos. Hoje são três'', contabiliza Fraga. No Carrefour, o setor ainda é bem pequeno, mas, segundo o gerenciador de hortifrutigranjeiros, Wilson Menezes, mais produtos estão sendo cadastrados e, em pouco tempo, estarão disponíveis. ''Tem tido bastante procura'', informa.
A maior resistência dos consumidores em relação aos orgânicos é o custo elevado. Com exceção das folhas, cujos preços, muitas vezes, se equiparam aos similares de cultivo convencional, os demais produtos são, no mínimo, 50% mais caros. ''O que encarece é o frete, que corresponde a cerca de 20% do custo. Trazemos um volume muito pequeno. Se houvesse mais lojas de orgânicos por aqui, os produtos ficariam mais baratos'', observa a bióloga Sueli Souza Menezes.
Segundo ela, apenas hortaliças, café, soja e feijão orgânicos são cultivados em Londrina. O demais produtos vêm de outros Estados. A diferença de preço, observa Sueli, é variável. ''O que é realmente bem mais caro é o tomate, por causa da dificuldade de produção. Há muitas doenças e pragas, assim como na cultura da batata e de frutas como morango, uva, mamão e maçã'', explica. (R.V.)

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