O crescimento da contratação dos serviços personalizados, explica a psicóloga e professora de psicologia da UniFil, Isabel de Negri Xavier, vem acompanhando as transformações e tendências da sociedade.
''O maior poder aquisitivo da população permite o acesso a esses serviços, que são geralmente mais caros. As pessoas, na tentativa ou na necessidade de pertencer, fazer parte de um grupo social, acabam por incluir um personal em suas rotinas'', explica.
Embora toda a intenção desses profissionais seja a de prestação sob medida para as pessoas, essa ''terceirização do cotidiano'', para a psicóloga, tem pontos positivos e negativos, assim como todas as mudanças na sociedade. A contratação do serviço é benéfica quando reflete o desejo do indivíduo de cuidar da sua forma física ou da sua casa ou mesmo de outro aspecto da sua vida de forma mais personalizada.
''Do outro lado temos os aspectos negativos, que se manifestam, ao meu ver, quando a contratação desses serviços denunciam uma dificuldade do indivíduo em acreditar que ele pode cuidar de si mesmo, ou então, leva ao isolamento social ou a relações desprovidas de vínculos afetivos e reais'', alerta.
Ainda conforme a psicóloga, o problema não está no uso desses trabalhos, mas, sim, no excesso. ''É importante lembrar que as transformações da sociedade e, consequentemente, do mercado, nos oferecem cada vez mais produtos e serviços. Cabe a nós, indivíduos, usar nossa capacidade de discriminação e reflexão'', afirma. (E.S.)

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