Preciosidades de inverno Peças inspiradas na natureza, ouro texturizado e a volta dos broches são algumas das novidades que estarão nas joalherias na próxima estação DivulgaçãoFolhas no colar e no bracelete: natureza é uma ds principais inspiraçõesBracelete de ouro escovado: placas unidas por fio de náilon transparenteBroches em ouro branco: tendênciaBrilhantes também ganham destaque: joalheria tradicional Rosângela Vale Quem guardou, que tire do porta-jóias. Os broches estão de volta e são uma das fortes tendências para este outono-inverno, assim como as peças texturizadas, o ouro negro e os diamantes coloridos. Foi o que mostrou a 30ª edição da Feninjer – Feira Nacional da Indústria de Jóias, Relógios e Afins, que aconteceu no início do mês, no Hotel Transamérica, em São Paulo. Promovido pelo Instituto Brasileiro de Jóias e Metais Preciosos (IBGM), o evento reuniu cerca de 150 expositores, entre eles, os principais fornecedores das grandes joalherias do País. Uma volta pelos estandes e já era possível detectar o que em pouco tempo vai estar nas cobiçadas vitrines. A influência dos anos 70 ainda é forte: peças e pingentes em forma de flores e estrelas eram abundantes. A mistura do ouro com palha e madeira convive em harmonia com as novidades tecnológicas que marcam a chegada do ano 2000. Em alguns casos, até formam uma coisa só. Um bom exemplo são os formatos das peças em ouro branco ou amarelo: correntes que lembram bambu, braceletes entrelaçados como palha e gargantilhas que mais parecem galhos, com gotas de brilhantes nas pontas. A natureza não virou inspiração do setor joalheiro por acaso. Com a comemoração dos 500 anos do Brasil, ela aparece em várias coleções, como a de Manoel Bernardes, que utiliza pedras brasileiras na sua linha Nativa. Para Carmen Takada, consultora de design e estilo de jóias, tais pedras nunca sairão de moda, até mesmo por serem raras e exóticas, além de terem um apelo como talismãs e fontes de energia. De acordo com ela, a tendência atual são as lapidações rústicas. Outro destaque da próxima estação é a texturização do ouro, que ganha efeitos polido, escovado e acetinado. Algumas peças parecem trazer impressões digitais, outras imitam as cores das peles de animais, como zebras e onças. Apesar da atual democracia de estilos, Carmen aposta na preferência dos consumidores pelo ouro amarelo. Isso por causa do misticismo do brasileiro, já que a cor remete à energia da terra e à espiritualidade. A Feira trouxe ainda uma grande novidade para os profissionais do setor: o lançamento da primeira edição brasileira do ‘‘Gold Trends’’, guia de referência para a indústria joalheira de todo o mundo. Com tiragem limitada de 500 exemplares, o ‘‘Gold Trends Brasil 2000’’, lançado pelo World Gold Council, apresenta nove estilos de vida para o próximo milênio e suas correspondentes interpretações no design de jóias, que traduzem as principais tendências que estão por vir. A pesquisa sobre os estilos de vida foi feita internacionalmente, mas as interpretações ficaram a cargo de designers brasileiros, sob a direção de Carmen Takada. Entre os estilos detectados, a variedade impera: das jóias com pedras raras passando pelas peças funcionais e simples, incluindo as místicas e com significados especiais. Há ainda a busca por jóias neutras, que não identificam o sexo, e também por jóias como forma de identificação de tribos, como o piercing. Entram também na pesquisa o desejo por peças com design arrojado e até com apelo social. A boa notícia é que já não é mais preciso buscar tais novidades no exterior. De acordo com Carmen Takada, muitos fabricantes brasileiros já estão em sintonia com as tendências. Agora, é só esperar que elas cheguem logo às prateleiras. Serviço: Para adquirir um exemplar do Gold Trends Brasil 2000, ligue para 11 285-5628

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