Psicóloga por formação, foi no patchwork que a artesã e professora Lânia Cristina Mozer Sebaio Vianna conseguiu conciliar o prazer profissional e o tempo livre para a família.

Antes de se decidir por linhas e tecidos, Lânia havia trabalhado durante muitos anos em uma loja de roupas, como vendedora e depois como gerente, enquanto cursava a faculdade. Também trabalhou como psicóloga e abriu um quiosque onde vendia tapiocas. Foi quando conheceu o patchwork. "Eu sempre gostei de trabalhos manuais e na loja cheguei a bordar várias peças. Já tinha ouvido falar do patchwork, mas não sabia o que era. Fui estudar e alguns anos depois uma amiga me convidou para abrirmos uma loja. Porém, acabei optando apenas por dar aulas", conta.

Atualmente Lânia faz peças para vender, atende encomendas e dá aulas, mas mesmo com tantos compromissos, se sente mais feliz agora. "Para mim o patchwork é algo que relaxa, a gente esquece do mundo. Por isso, os psicólogos recomendam os trabalhos manuais. Há quem consiga parar com os antidepressivos depois que começa a se dedicar a isso. Porém, no início é preciso persistência, porque é algo que precisa ser planejado, depois executado, sempre com calma e capricho, porque senão fica tudo torto e as peças não se encaixam. As pessoas acabam aprendendo a ser mais pacientes e mais persistentes", afirma.

Entre suas alunas, há quem queira aprender as técnicas para presentear, outros também buscam uma fonte de renda. "Mas percebo que a maioria quer coisas mais práticas e rápidas. Trabalhamos sempre a partir do pedido de cada um, de forma que cada aluna faz a sua peça. Com a técnica é possível fazer desde peças pequenas, como necessaires, até bolsas, colchas, mantas, capas para caderno, panos de prato, jogos americanos. Pena que nem todos deem valor. Como é um trabalho demorado e precisamos comprar vários tecidos mesmo para uma peça pequena, não dá para cobrar muito barato", justifica.(E.G)

Imagem ilustrativa da imagem Prazer profissional e tempo para a família
| Foto: Foto: Fábio Alcover
Lânia Sebaio Vianna, artesã e professora de patchwork: "É algo que precisa ser planejado, depois executado, sempre com calma e capricho"
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