Nada contra os retângulos brancos de papel com nome, telefone e endereço. Cartões de visita são, em sua maioria, assim mesmo. Mas quem disse que eles só podem ser tão básicos? O designer gráfico e de interiores Marcelo Moeller é dos que pensam justamente o contrário. Suas criações passam longe do lugar comum e destacam qualquer cliente no meio de uma avalanche de cartões que as pessoas costumam receber ao longo dos meses.
''Crio marcas para empresas e geralmente o cartão é um 'filho' dessa marca'', explica Moeller, que também costuma atender uma clientela que busca apenas o cartão de visitas. Lúdico por natureza, como se define, o designer diz que acaba fazendo de tudo uma brincadeira. E por aí vai brincando com cantos arredondados, formas diferenciadas e cores.
''Mas tudo depende do quanto o cliente quer pagar'', avisa Marcelo Moeller, que além dos custos com o seu trabalho, ainda lembra que um cartão bacana exige qualidade da impressão. Mil cópias saem em média, segundo o designer, R$ 600 (só a gráfica). Mesmo em tempos modernos, em que um cartão de visitas pode ser transmitido via infravermelho pelo palmtop (computador de mão), a troca de cartões ainda é o jeito mais garantido de estreitar relações.

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