A criatividade deu a tônica à final do concurso ‘‘Novos Talentos da Moda Paranaense’’, que aconteceu segunda-feira em Londrina. Nesta segunda edição, o evento contou com 10 selecionados, a maioria alunos do curso de Estilismo em Moda da Universidade Estadual de Londrina (UEL).Na passarela, o artista Poty Lazzarotto ganhou diferentes interpretações: suas obras, cores e personagens se transformaram em roupas inusitadas, ousadas e belas.
Com uma criação inspirada no cotidiano da gente simples e trabalhadora retratado por Poty, a estudante Marli Tiemi Takahashi, 23 anos, arrematou o primeiro lugar. Para dar um toque rústico ao vestido, usou folhas secas da taboa e contas do brejo. As cores aparecem
discretamente em pequenos painéis pintados à mão. A saia e as mangas do vestido foram feitas com fralda. ‘‘Sempre gostei muito de criar, inventar’’, disse Marli, que faz o segundo ano de Estilismo em Moda, depois de abandonar o curso de Agronomia. Como prêmio, embarca para Paris com R$ 1 mil.
Modelo inspirado nos vitrais de Poty para a PUC/PR, de Emmanuelli Tonani: segundo lugarO segundo lugar ficou com Emmanuelli Tonani, 20 anos, também aluna do segundo ano do curso de Estilismo em Moda. Ela criou um vestido longo com miçangas coloridas, numa referência ao brilho e à semitransparência dos vitrais da biblioteca da PUC/PR. Destaque para a feliz combinação de cores - sugerindo o clima criado quando a luz penetra o vitral, e para o profundo decote nas costas. Além da viagem para Nova Yorque, Emmanuele recebeu um prêmio de R$ 500,00.
Para o estilista Lino Villaventura, que fez parte do júri, a apresentação contou bastante na escolha das vencedoras. ‘‘Tinha outros trabalhos bons, mas as modelos eram inexperientes’’, observou. Entretanto, frisou que o momento não é adequado a críticas. ‘‘Não é hora de julgar, mas incentivar’’. Segundo ele, dar essa oportunidade aos estudantes de moda é muito importante. ‘‘No curso há muita teoria. Eles precisam passar por experiências desse tipo para desenvolver a autocrítica’’. observou. Eventos assim, de acordo com Lino, devem acontecer em todas as regiões para que a moda brasileira não fique restrita a São Paulo.
Modelo de Cristiane Modesto Ruiz, de Londrina, criado a partir da obra ‘‘Sem Novidades no Front’’‘‘Independentemente da região, a linguagem da moda é universal’’, complementou o estilista Fernando Sommer, que também integrou o júri. Para ele, o concurso teve um nível muito bom. ‘‘Cada um mostrou uma idéia própria, bem definida’’. Entre os jurados estavam presentes ainda o consultor de moda e mercado Severo Luzardo e o coordenador de moda do centro têxtil internacional, Norberto Arena.Criação de Sheila Berezowski, de Curitiba, baseada nas obras em azulejos espalhadas pela CapitalRosângela Vale

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