A autônoma Rosane Pancione da Silva é mãe de Felipe, um garoto de dez anos portador de fissura palatal (que acomete apenas o céu da boca). Ela conta que, como a fissura do filho não era aparente, ninguém desconfiou que o motivo do choro incessante e a perda de peso nos primeiros dez dias de vida eram decorrentes da síndrome. ''A pediatra não avisou'', conta ela, acrescentando que o garoto chorava de fome porque não conseguia mamar.
O diagnóstico acabou sendo feito por uma amiga da família que na época estudava fonoaudiologia. ''Ela me encaminhou para o Cefil'', recorda. Felipe fez uma cirurgia e hoje realiza acompanhamento ambulatorial na instituição. A mãe revela que o filho tinha dificuldades de relacionamento por causa da fala anasalada. ''Na escola ninguém gostava de brincar com ele, as crianças só o incluiam se ele levasse brinquedos'', diz.
Graças ao acompanhamento das profissionais do Centro, além do apoio da escola, Felipe superou as barreiras. Para Rosane, o garoto evoluiu bastante, mas poderia estar melhor se aderisse ao tratamento com mais empenho. ''Depende muito do paciente'', avalia.
A psicóloga Lenita Balekian ressalta que a reabilitação só é considerada completa quando o paciente está com a voz boa, com recuperação total das cirurgias plásticas e inserido em uma vida social normal. ''O processo é longo, mas traz excelentes resultados''. (C.A).

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