Por uma sociedade inclusiva
A psicóloga Solange Leme Ferreira, professora do Departamento de Psicologia Social e Institucional, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), trabalha há 20 anos com deficientes mentais e defendeu sua dissertação de mestrado sobre o preconceito. Autora do livro Aprendendo sobre a Deficiência Mental: um Programa para a Criança, a psicóloga defende que desde o início os pais devem ser bem informados sobre a Síndrome de Down.
Cabe aos profissionais da saúde explicar aos pais o que é a Síndrome, como ela ocorre e o que pode ser esperado de uma criança com essa deficiência. É lógico que os limites dessas crianças são relativos e vão depedender dos estímulos recebidos. É sempre possível conseguir mais que o esperado. O que não pode acontecer é os pais levarem o filho para casa sem saber como proceder e o que fazer, alerta Solange Ferreira.
Ela discorda que o homem tem mais dificuldade para aceitar um filho com Sindrome de Down. A dificuldade é igual para o casal. Por uma questão cultural, o homem tem mais facilidade em abandonar a família do que a mulher. Pelo fato da criança ser gerada pela mãe, o pai tende a culpá-la pela deficiência do filho, diz a psicóloga. Solange Ferreira ressalta também que é importante que os pais troquem experiências entre si, pois eles estão vivendo uma situação semelhante, orienta a psicóloga.
Para Solange Ferreira, é preciso lutar por uma sociedade inclusiva que inclui e não que exclui seus participantes por mais diferentes que eles sejam. A psicóloga é criadora do Grupo de Teatro Para Atores Especiais (GTPAÊ) que tem encenado várias peças e que vai se apresentar no Festival Internacional de Teatro de Londrina, em julho de 99. Todos os atores são portadores de algum tipo de deficiência mental, informa ela.





