Por que dói, dói por quê?
Por que dói, dói por quê?
Terror mensal para muitas mulheres, as cólicas menstruais podem ser prevenidas e tratadas
Karla Matida
Dorico da SilvaA ginecologista Márcia Brito diz que não se deve aceitar a cólicaTodo mês é a mesma coisa? Cólica menstrual para lá, cólica menstrual para cá e tem gente que acha isso normal. Não é, aliás, nenhuma dor é normal. Não se deve aceitar a cólica, enfatiza a médica ginecologista Márcia Brito, explicando que a cólica menstrual, chamada de dismenorréia, pode ser classificada em primária e secundária.
Na dismenorréia primária encontram-se as adolescentes que estão iniciando a vida menstrual. A secundária surge no decorrer da vida menstrual, em qualquer fase, dependendo do fator causal. As cólicas só aparecem quando a garota passa a ovular, por causa da prostaglandina (PGF2 - Alfa), produzida pelo endométrio secretor. Se por algum motivo o ciclo menstrual é obstruído ou sua eliminação é lenta, acontece a dismenorréia, além de náuseas, vômitos, diarréia, palidez, dispnéia, entre outros, podendo levar, em casos extremos, ao desmaio.
ReproduçãoSegundo a ginecologista, cada pessoa tem um limiar diferente de dor, o que justifica que algumas mulheres sentem mais ou menos dor. Claro que isso não elimina a busca das causas dessas dores. As patologias variam desde um hímen imperfurado até anomalias uterinas, e na maioria das pacientes não há patologia alguma. Só mesmo um exame completo para diagnosticar e descartar as patologias, revela Márcia Brito. A mulher vai entender o que está acontecendo e sentir-se mais segura. O medo está relacionado com a dor, explica.
Às vezes, o exame ginecológico leva a um diagnóstico diferencial, quando a patologia diz respeito a doenças de outras áreas, como um cálculo renal, uma apendicite ou uma diverticulite de cólon, observa a ginecologista.
Descoberta a causa, o tratamento inclui medidas higiências, medidas cirúrgicas, o uso de medicamentos e até, se necessário, psicoterapia de grupo. Uma forma de prevenir a dismenorréia, de acordo com a ginecologista, são os inibidores de prostaglandina, como o ácido mefenâmico ou outros antiinflamatórios não-hormonais. Tomando um ou dois dias antes da menstruação, ele vai impedir o aparecimento da causa, explica.
Outra opção para o tratamento das cólicas é a prática de esportes, que, segundo a ginecolocogista Márcia Brito, funciona para a mulher ficar mais tranquila e relaxada. Por conta do fator emocional, a mulher pode ficar mais tensa em um mês, resultando em uma cólica mais forte, explica ela. O fator emocional intensifica a dor causada pelo fator hormonal, completa Márcia.
Dança do ventre Não há nenhum registro oficial na história sobre o aparecimento da dança do ventre. Segundo a professora e estudiosa da dança do ventre Sandra Gomes, na antiga Mesopotâmia, por volta de 5.000 a.C, era a forma de celebração das bodas de nascimento, dançada por princesas e sacerdotisas. Hoje, depois de ter sido difundida pelo mundo pelos ciganos, essa dança traz benefícios no plano físico, emocional, mental e espiritual, explica Sandra.
Entre as vantagens da dança milenar, a professora diz que ajuda a relaxar o corpo das tensões do dia-a-dia, e por isso mesmo é indicada para prevenir cólicas menstruais, completa. A maioria das mulheres sofre muito com isso, afirma Sandra, com experiência. Antes de fazer a dança do ventre, eu também sentia muitas cólicas, lembra.
De acordo com a professora, a dança tonifica toda a musculatura, aumenta a flexibilidade, ativa a circulação e melhora a postura. Por conta disso, aumenta a auto-estima da mulher, garante ela que constata os benefícios entre as alunas, que se tornam mais relaxadas.
Para a ginecologista Márcia Brito, a explicação para a relação dessa dança com as cólicas é a mesma para todo esporte, indicado para tranquilizar e relaxar. A dança do ventre tem uma música relaxante, lembra.





