Por puro prazer
Bem longe de ser apenas uma atividade das vovós que ficam em casa preparando enxovais e bordando peças para a casa, o patchwork hoje é atividade de mulheres que trabalham fora, ganham seu dinheiro, ocupam cargos importantes e, ainda assim, encontram tempo para resgatar costumes antigos.
A arquiteta Laís Seco, 30 anos, sempre gostou de trabalhos manuais. Fazia tricô e ponto-de-cruz quando decidiu experimentar o patchwork. ''Já tinha vontade de aprender e, quando engravidei, sabia que iria ficar um bom tempo em casa e precisava me ocupar. Fiz aula e estou há um ano vindo na escola apra aprender mais'', conta.
Ela confessa que os retalhos acabaram virando um vício. Sempre que tem um tempo livre, Laís se dedica a fazer bolsas, colchas, bonecas e capas para utensílios domésticos. ''Alguns eu uso para mim mesma, outros eu dou para as pessoas e tem algumas peças que eu guardo. Gosto de tudo que faço com patchwork'', diz.
Já para a administradora de empresas Zanete Sores Bertoni, 55 anos, o patchwork funciona como um exercício mental. ''A gente usa muito a cabeça para combinar os pedaços de tecido e projetar os desenhos e peças de modo que elas fiquem bonitas'', explica.
Com apenas três meses de aula, ela já fez bolsas e panos e agora está se aventurando em uma colcha. (H.F.)





