Apesar de bastante popular no Brasil, visto como uma das solução mais práticas e rápidas no combate às rugas e no tratamento terapêutico, o Botox (toxina botulínica tipo A) ainda causa muitas dúvidas quanto a seu uso, os resultados, riscos e funcionamento.
O Botox é um complexo protéico de origem biológica obtido a partir da bactéria Clostridium botulinum. Quando industrializado, ele se tranforma em um pó que deve ser diluído em solução salina e injetado diretamente no músculo.
A substância inibe a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas, causando o relaxamento da musculatura responsável pelas rugas e linhas de expressão. Diferentemente do que muita gente pensa, se usado na dose certa e com a técnica adequada, a aplicação não elimina a expressão do rosto.
Os resultados começam a aparecer cerca de 48 horas depois e o melhor efeito acontece duas semanas após o tratamento. Dependendo da resposta de cada paciente, o resultado do Botox dura entre quatro e seis meses. Depois desse período, as rugas tendem a voltar ao estado inicial e em alguns casos voltam atenuadas. Os médicos recomendam um intervalo de pelo menos três meses entre as aplicações.
O tratamento, geralmente, não causa dor, podendo provocar um certo desconforto de acordo com a sensibilidade de cada paciente. Para pessoas muito sensíveis, é possível utilizar um anestésico tópico local. Após o procedimento, o ideal é não movimentar de maneira excessiva a musculatura em que foi injetado o produto, seja com ginástica facial ou eletroestimulação. Até quatro horas depois da aplicação também é recomendado que o paciente não deite nem faça exercícios físicos de nenhuma espécie.
Para conseguir melhores resultados em faces com rugas bastante marcadas, o Botox pode ser usado de forma combinada com procedimentos cirúrgicos ou não, de acordo com a determinação médica.
Apesar de ser um procedimento rápido e seguro, a aplicação de Botox deve ser feita apenas por médicos capacitados. Mulheres grávidas ou amamentando, pacientes que possuem sensibilidade a algum componente da fórmula ou distúrbios generalizados da atividade muscular não devem se submeter a esse tratamento. Pessoas que estejam tomando antibióticos, aminoglicosídeos ou espectinomicina, bem como que apresentem problemas de sangramento também devem evitar o uso da toxina botulínica.

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