Poliglota por escolha profissional
O advogado Brunno Carmona Calado, de 26 anos, fez uma escolha de vida que vai "obrigá-lo" a falar fluentemente quatro das seis línguas oficiais da Organização das Nações Unidas (ONU): Árabe, Chinês, Espanhol, Francês, Inglês e Russo. O jovem, formado ano passado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), está se preparando para a prova do Instituto Rio Branco, que seleciona e treina diplomatas brasileiros. As cerca de 30 vagas disponibilizadas por ano são disputadas por concorrentes de todo o Brasil, em uma relação de aproximadamente 270 pessoas por vaga.
Brunno tem nível avançado de inglês, por ter estudado em escolas de idiomas e morado sete meses nos Estados Unidos e um ano e quatro meses na Inglaterra, nível avançado de espanhol e intermediário de francês. Ele, por um ano, estudou as três línguas estrangeiras ao mesmo tempo. "Inglês é mais tranquilo, porque eu morei fora, mas ainda preciso melhorar muito o nível porque a prova é muito específica e difícil. Os candidatos também têm nível muito bom de inglês, então, não posso ter erros. Já o espanhol eu estudo há um ano, e francês há um ano e meio".
O estudante afirmou que no começo teve muitas dificuldades com as aulas simultâneas de espanhol e francês. "Inglês não, porque eu já falava. Mas como eu também fazia aula de português, quanto mais eu melhorava meu português, mais eu assimilava o espanhol e o francês. Chegou uma hora que houve uma ligação, mas no começo foi muito difícil". O que ajudou o jovem no aprendizado do espanhol foi ter ficado um mês e meio em Córdoba, na Argentina, estudando a língua.
As provas do instituto são em agosto, e Brunno vai prestar pela primeira vez para "testar" seu nível com os demais candidatos. "Ainda tenho muito o que estudar. Vou agora em julho para Brasília, para fazer aulas mais específicas. Esse ano eu me dediquei ao estudo das línguas mesmo, e só fiz aulas das quatro", afirma. Quando passar na prova, Brunno terá de escolher uma quarta língua estrangeira, para ter aula dentro do instituto. "Vou escolher o Árabe. Quebra paradigmas com o povo, que é muito fechado", conclui. (P.B.O.)





