Pode vir quente...
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 02 de outubro de 1997
Francelino França 
Está cada vez mais frequente nos noticiários, o envolvimento de jovens em brigas violentas, atos de vandalismo, rivalidade de gangues, roubos à mão armada e até homicídios. São casos registrados independentemente de classe social. O comportamento agressivo sempre assusta. Muitos pais se sentem ameaçados e intimidados com a agressividade do filho, afinal, ele já pode enfrentá-lo fisicamente.
Um palavrão, um murro na porta, a violência física contra um irmão de menor idade são motivos para o adulto não ter receio de peitar a situação e colocar limites no comportamento do filho. Admitir que não sabe como fazer e até pedir orientação a alguém, reflete apenas que se quer encontrar uma solução. É bom ressaltar que o filho pode estar sendo agressivo, além da conta, como forma defensiva ou também porque está copiando um modelo observado no ambiente onde isso é comum, o próprio lar.
A Folha da Sexta conversou com a psicóloga Claudia Tavares de Oliveira, que atua também como professora de psicologia para adolescentes numa instituição de ensino carioca. Claudia Tavares de Oliveira faz parte da equipe composta por 15 profissionais no Centro Diagnóstico Gauderer, no Rio de Janeiro, local onde são atendidas pessoas de todo o Brasil. Christian Gauderer é autor do livro A Vida sem Receitas, Editora Objetiva. A seguir a entrevista com a psicóloga carioca:


