Há cinco anos a notícia de que iria ser avó pegou de surpresa a professora universitária Angélica Aguilera, mãe de três filhas. Na época ela tinha 45 anos e, assim como hoje, uma intensa vida profissional. "A sensação é que o termo 'avó' não combinava muito com o momento que eu vivia. E a ficha só caiu mesmo depois que a Yasmin nasceu", relembra, referindo-se à primeira neta. Há 2 anos e 5 meses também nasceu Maria, a caçula.

Passado o susto inicial, Angélica descobriu um mundo novo com as netas. "Eu não tinha ideia de como é bom ser vó. É melhor do que ser mãe, porque é mais light", define. Ela afirma que a nova condição não mudou sua rotina de trabalho, mas que hoje ela e o marido vivem tentando arrumar uma forma de estar disponíveis e participar um pouco mais da vida das netas, que moram em Curitiba. Quando as meninas estão por aqui, os dias viram de diversão para Angélica. "Brinco o dia inteiro com elas, saímos para passear, é uma relação muito intensa", afirma Angélica, confessando que pensa nas meninas praticamente o tempo todo, mesmo quando estão distantes.

Já Silvandira Ferraresi de Almeida, também professora por formação, é o modelo mais tradicional de avó. Aos 84 anos, cinco netos e um bisneto, o que ela gosta mesmo é de juntar todo mundo em volta de uma mesa para saborear suas delícias. Ela confessa que tem a preocupação de aglutinar a família. Atualmente sua casa já não vive mais cheia de crianças, mas os antigos hábitos permanecem. "Sempre que tem uma oportunidade, reúno todos os filhos, netos e o bisneto. Gosto de fazer os que eles gostam, e eles são muito camaradas, porque dizem que gostam de tudo o que faço", diz a simpática avó. Para Silvandira, é importante que os netos sintam-se bem em sua casa e em sua companhia. E para isso ela não mede esforços.

"Ser avó é muita alegria e menos trabalho", define a educadora, que abandonou a profissão para ficar em casa cuidando dos filhos. Questionada sobre o seu papel na vida dos integrantes mais novos da família, ela pensa um pouco e responde que é dar carinho e amor. A neta Luana, de 30 anos, que mora no Acre e aproveitou os dias que está passando em Londrina para curtir a companhia da avó, completa: "É também ensinar valores para a vida". (S.L.)

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